Procuradoria dominicana interroga presidente do Senado sobre caso Odebrecht

Santo Domingo, 16 mar (EFE).- O procurador dominicano Jean-Alain Rodríguez interrogou nesta quinta-feira o presidente do Senado, Reinaldo Pared Pérez, na sequência das investigações realizadas no país sobre as propinas pagas pela construtora Odebrecht.

A Procuradoria-Geral da República (PRG) convocou Pared Pérez para depor para que ele explique a aprovação de empréstimos para contratos de obras feitas no país pela Odebrecht, que admitiu ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter pago US$ 92 milhões em propinas entre 2001 e 2014.

Em comunicado, a PRG explicou que, pelo fato de Pared Pérez ter presidido o Senado entre agosto de 2006 e agosto de 2014, suas declarações podem "lançar dados úteis para a investigação desenvolvida pelo Ministério Público sobre as propinas pagas no país pela construtora brasileira".

"Não descartamos convidar em breve outros presidentes das câmaras legislativas ou de comissões de interesse nessas câmaras", indicou a PRG na nota.

Após o interrogatório, que durou quase três horas, Pared Pérez, que é secretário-geral do governista Partido da Libertação Dominicana (PLD), afirmou que nunca teve vínculos com os diretores da filial da Odebrecht na República Dominicana.

Pared Pérez foi reeleito para a presidência do Senado em agosto de 2016, quando substituiu no cargo a companheira de partido Cristina Lizardo. Segundo ele, não houve no período "nenhuma tentativa de suborno para a aprovação de alguma obra".

Além disso, o presidente do Senado se mostrou confiante de que a investigação será arquivada. "Se houver algum responsável, que ele seja submetido à Justiça", destacou.

A PGR já tinha interrogado os ex-presidentes do Senado Andrés Bautista e Jesús Vázquez, ambos do Partido Revolucionário Moderno (PRM), de oposição, que negaram qualquer ligação com a Odebrecht.

A construtora e a PGR tinham assinado em janeiro um acordo no qual a Odebrecht se comprometeu a pagar o dobro do que admitiu ter pago em propinas no país.

No entanto, um juiz declarou o pacto como inadmissível no último dia 1º de março. Segundo ele, a PRG usou a figura da conciliação no caso, uma ação que é utilizada para "dirimir conflitos" e que não procede na avaliação do magistrado.

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