Ex-presidente argentino Duhalde afirma que quer comandar peronismo em 2018

Buenos Aires, 17 mar (EFE).- O ex-presidente da Argentina, Eduardo Duhalde (2002-2003), afirmou nesta sexta-feira que no próximo ano concorrerá às eleições internas do Partido Justicialista, tradicional legenda peronista, e declarou que seu país vive, com o governo de Mauricio Macri, uma crise "complicada".

"Eu pretendo dirigir o Justicialismo a partir do próximo ano quando houver eleições internas", disse Duhalde durante uma entrevista à emissora de rádio argentina "FM Delta", onde acrescentou que é uma "missão" que ele mesmo se impôs perante a necessidade de "reconstruir" o partido ao qual pertence.

Duhalde afirmou não saber quem enfrentará nas próximas eleições internas, mas alegou não ter "nada a criticar" nos demais possíveis candidatos do emblemático movimento político argentino, surgido em meados de século XX em torno da figura do presidente Juan Domingo Perón.

Em 2 de janeiro de 2002, poucos dias depois de o conservador Fernando de la Rúa renunciar à presidência durante a grave crise econômica, social e política que abalava o país, o parlamento designou como chefe do Estado o então senador peronista Duhalde, até que em maio de 2003 o cargo foi assumido por seu correligionário Néstor Kirchner (2003-2007).

Em dezembro de 2015, o peronismo perdeu nas urnas o governo do país e entrou em uma crise de liderança que ainda hoje segue sem solução.

Além disso, nos últimos anos surgiram com força legendas integradas por dissidentes do peronismo tradicional justicialista como a Frente Renovadora, liderada por Sergio Massa.

Em relação à atualidade do país, o ex-chefe de Estado foi taxativo.

"Sempre há setores minoritários que querem que a política vá mal", comentou, ressaltando que isto acontece "sobretudo em momentos de crise", como os que vive a Argentina.

Para Duhalde, é necessário "que os políticos se sentem e que comecem a perceber que não podemos continuar brigando e pretender sair desta crise, que é uma crise muito séria".

Embora tenha reconhecido não ter relação direta com o atual presidente, descreveu o governo de Macri como "frágil", por não contar com uma maioria e pelo fato de que, em sua opinião, "a Argentina perdeu competitividade".

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