Helicóptero dispara contra navio no Iêmem e 31 refugiados somalis morrem

Em Sana

  • Abduljabbar Zeyad/Reuters

    Corpos de refugiados somalis atingidos no Iêmem por um helicóptero da coalizão árabe, que disparou contra o navio onde viajavam

    Corpos de refugiados somalis atingidos no Iêmem por um helicóptero da coalizão árabe, que disparou contra o navio onde viajavam

Pelo menos 31 refugiados somalis morreram, entre eles mulheres e crianças, e dezenas ficaram feridas perto do Estreito de Mandeb, no Iêmem, quando um helicóptero tipo Apache, da coalizão árabe, disparou nesta sexta-feira (17) contra o navio onde viajavam.

De acordo com pescadores e fontes médicas do porto de Al Hudaydah, no Mar Vermelho, as vítimas apresentavam ferimentos de bala.

A embarcação, que chegou ao porto graças ao auxílio de barcos de pescadores, estava capitaneada por três marinheiros iemenitas e tinha saído da cidade de Aden com refugiados de diferentes partes do Iêmen que fugiam dos combates.

Perto do Estreito de Mandeb, já em águas do Mar Vermelho, um helicóptero Apache disparou contra a embarcação, que provocou a morte das 31 pessoas.

Fontes médicas tinham assegurado anteriormente que o navio tinha sofrido o impacto de um artefato explosivo, mas não tinham especificado sua origem.

As forças da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que apoiam ao presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, controlam o espaço aéreo iemenita.

O ataque também deixou dezenas de feridos, que foram foram transferidos ao porto e de lá para diferentes centros médicos da cidade.

O Iêmen está mergulhado em uma devastadora guerra civil entre os rebeldes houthis, apoiados pelo ex-presidente Abdullah Saleh, e as forças leais ao presidente, Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, que conta com o apoio de uma coalizão de países árabes liderada pela Arábia Saudita.

A área onde ocorreu o ataque é palco de vários bombardeios por parte das forças da coalizão árabe, pois lá é usada pelas forças rebeldes para o contrabando de armas.

A chegada de imigrantes ao Iêmen, que depois tentam continuar em direção a outros países, prossegue apesar da guerra, responsável por 17 milhões de iemenitas, dois terços da população deste país, necessitem de assistência urgente para evitar o risco de morrer de fome nos próximos meses.

O Iêmen sofre atualmente a crise de fome mais grave do mundo, segundo as conclusões do relatório da ONU sobre Segurança Alimentar e Nutrição de Emergência de fevereiro de 2017.
 

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