Menores na Guatemala morreram por queimaduras, asfixia e intoxicação

Guatemala, 17 mar (EFE).- O diretor do Instituto Nacional de ciências Legista (Inacif) da Guatemala, Jorge Nery Cabrera, disse na sexta-feira que as 40 adolescentes mortas por um incêndio em um abrigo para menores, morreram por queimaduras, asfixia e intoxicação.

As causas de morte das jovens, que supostamente atearam fogo em um colchão no Lar Seguro Virgem de Assunção, no último dia 8, com forma de protesto por supostas agressões físicas e sexuais, foram asfixia por gases em alta temperatura, queimaduras térmicas e infecções nas vias respiratórias, em teoria, todas relacionadas ao incêndio.

Em entrevista coletiva realizada em Cidade da Guatemala, Cabrera disse que dos 40 corpos, 39 foram identificados e entregues a seus familiares e que o único que falta está "em processo de identificação", o que deve ser concluído nas próximas horas.

O caso está sendo investigado sob sigilo, mas o diretor do Inacif confirmou que a instituição está colaborando e que já entregaram vários dos exames solicitados e que outros, como os toxicológicos, serão concluídos na próxima semana.

Nestes, pretendem verificar se as jovens tinham ingerido álcool, drogas, sedativos ou qualquer outra substância, e também se foi usado algum tipo de material, como querosene, para acelerar a combustão.

Nenhuma das vítimas estava grávida, uma possibilidade que se existia, devido as agressões denunciadas pelas jovens, de acordo com outros internos.

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