Berlim tenta minimizar recusa de Trump a cumprimentar Merkel no Salão Oval

Berlim, 20 mar (EFE).- O ministro alemão da Chancelaria, Peter Altmaier, pediu nesta segunda-feira que não haja "uma falsa interpretação" pelo fato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não ter apertado as mãos da chanceler alemã, Angela Merkel, perante as câmeras.

Em entrevista à televisão "n24", o político conservador indicou que o encontro foi bom" e "franco", embora reconheceu que tenha se tratado de uma "reunião de aliados que não estão de acordo em todos os pontos neste momento".

No entanto, ressaltou sua "convicção" de que a chanceler na defesa de seus argumentos e "dos interesses da Europa e Alemanha" "deixaram marca na outra parte".

Neste sentido, Altmaier reconheceu que após o encontro segue "sobre a mesa" a ameaça de Trump de impor tarifas punitivas contra os produtos alemães.

"Temos uma série de questões abertas", assumiu Altmaier, que se referiu principalmente às diferenças com relação ao comércio exterior.

Berlim defende o livre-comércio e intercâmbios internacionais "mais livre como o quanto possível" de tarifas punitivas para os bens e serviços estrangeiros.

No tema da Aliança Atlântica, o governo alemão vê uma mudança em Washington, segundo Altmaier. "Vemos que a posição do presidente dos Estados Unidos a respeito da Otan mudou claramente para positiva nas últimas semanas".

"Queremos manter a relação transatlântica", indicou o ministro alemão, que acredita que a relação entre Berlim e a nova Administração americana chegue a ser "estável e muito boa" após o período de "transição" próprio de uma mudança de governo.

O problema do cumprimento após a reunião entre a chanceler e o presidente americano aconteceu quando os fotógrafos entraram no Salão Oval e Merkel perguntou a Trump se queria apertar a mão, a quem o presidente americano não respondeu.

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