Ex-presidente sul-coreana será interrogada por procuradores na terça-feira

Seul, 20 mar (EFE).- A ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye será submetida na terça-feira, pela primeira vez, às perguntas dos procuradores pelo caso da "Rasputina", após perder sua imunidade ao sofrer um impeachment em 10 de março pelos casos de corrupção.

Park foi citada no Escritório da Procuradoria do Distrito Central de Seul às 9h30 local (21h30, de Brasília de segunda-feira) para prestar um depoimento muito esperado no país em relação a 13 supostos crimes, entre os quais constam suborno e abuso de poder.

A ex-líder, de 65 anos, deve ler publicamente um comunicado antes de ser interrogada pelos procuradores, explicou hoje seu advogado.

Park se transformará na quarto chefe de Estado sul-coreana a prestar depoimento em uma investigação criminal, depois do general Chun Doo-hwan, Roh Tae-woo e Roh Moo-hyun, que acabou se suicidando em 2009 pressionado pelos casos de corrupção que envolviam vários familiares.

No entanto, como explicaram hoje porta-vozes do Ministério Público aos veículos de imprensa sul-coreanos, a investigação em torno de Park promete ser mais extensa do que nos casos dos outros presidentes.

Quanto ao interrogatório de amanhã, está previsto que possa se prolongar até além da meia-noite, hora local (12h, em Brasília de terça-feira).

Park tinha se amparado até agora em sua imunidade presidencial para evitar ser investigada, mas a perdeu depois que o Tribunal Constitucional ratificou em 10 de março seu impeachment ao considerar que se confabulou com sua amiga Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina", para extorquir dinheiro de grandes empresas.

A trama de corrupção da "Rasputina" gerou durante meses grandes protestos exigindo a saída de Park e acabou supondo a primeira antecipação de eleições e o primeiro impeachment de um chefe de Estado desde que o país voltou a realizar eleições democráticas em 1987.

No total, há 30 pessoas acusadas por um escândalo que envolveu 53 empresas, entre elas gigantes como LG, Hyundai e Samsung, cujo presidente de fato, Lee Jae-yong, está detido e processado por ter aprovado supostamente o pagamento de subornos à rede criada por Choi.

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