Governo dos EUA publica lista de imigrantes acusados e condenados por crimes

Washington, 20 mar (EFE).- O governo dos Estados Unidos publicou nesta segunda-feira uma lista dos imigrantes acusados ou condenados por crimes que estão no país e criticou as autoridades locais que se negam a colaborar com os agentes de migração para deportá-los.

A relação faz parte de uma ordem executiva assinada por Trump no último dia 25 de janeiro, afirmaram funcionários do Departamento de Segurança Nacional (DHS) e do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) que pediram anonimato.

"Essa é realmente uma campanha de educação para mostrar ao povo americano o que nossos agentes fazem diariamente e para mostrar que as jurisdições que não cumprem com as normas", afirmaram as fontes.

Segundo a lista, as autoridades migratórias emitiram 3.083 ordens de prisão contra imigrantes acusados ou condenados por crimes entre os dias 28 de janeiro e 3 de fevereiro. Do total, 157 não foram cumpridas devido à negativa da polícia local dos condados ou das "cidades santuários", munícipios nos quais os governos se negam a informar o status migratório dos presos para evitar deportações.

Os funcionários do DHS destacaram o condado de Clark, em Nevada, que se negou a executar 51 ordens de prisão. Segundo dados do último censo, realizado em 2010, 30% da população de Clark é hispânica.

As ordens de prisão contra os imigrantes com acusações criminais obrigam as polícias locais a notificar as autoridades migratórias o mais rápido possível. Na sequência, os agentes do ICE interrogam os acusados e os colocam sob custódia para iniciar a deportação.

A legislação interna recomenda que as polícias locais avisem o ICE em um prazo de 48 horas sobre as prisões.

"Se trata de um tema de segurança nacional, eles são detidos por acusações criminais. Apesar de o ICE pedir para que eles sejam mantidos sob custódia, as polícias locais não respeitam esses pedidos e libertam esses indivíduos, o que representa um grande risco para nossas comunidades", disse uma das fontes.

Entre os imigrantes que foram libertados pelas autoridades locais está Estivan Rafael Marques Velasquez, um salvadorenho que admitiu fazer parte do grupo Mara Salvatrucha (MS-13). Ele tem histórico criminal nos EUA que inclui posse ilegal de arma, segundo o DHS.

Os funcionários dos dois órgãos anteciparam que os relatórios serão publicados de maneira semanal e que os números nas próximas listas crescerão muito, à medida que as autoridades federais possam obter mais informações sobre os condados e as "cidades santuário".

Trump quer acabar com as "cidades santuário", entre as quais estão Los Angeles e Nova York, e ameaçou cortar repasses de recursos federais para aquelas que se neguem a colaborar com as autoridades migratórias para deportar os imigrantes acusados ou condenados por crimes.

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