Rússia treinará forças curdas em base no norte da Síria

(Acrescenta confirmação e dados do Observatório)

Cairo, 20 mar (EFE).- A Rússia treinará as Unidades de Proteção do Povo (YPG, sigla em curdo), a principal milícia curdo-síria, após um acordo entre ambas as partes para estabelecer uma base no enclave de Afrin, no norte sírio.

Em comunicado publicado no site das YPG, um de seus porta-vozes, Ridor Khalil, afirmou que já há tropas russas mobilizadas na zona de Yidrisi, em Afrin, uma das regiões controladas pelas Unidades de Proteção do Povo no norte sírio, em virtude do acordo alcançado entre ambos.

O pacto estabelece que os soldados russos treinarão os milicianos das YPG como parte da parceria na luta contra o terrorismo, o que Khalil qualificou como "positivo" na batalha contra os terroristas na Síria.

No entanto, o Ministério da Defesa da Rússia negou que esteja entre seus planos o estabelecimento de uma base militar no norte da Síria para treinar as milícias curdas.

"Não temos nenhum plano para mobilizar novas bases militares no território da Síria", garantiu a pasta em comunicado, no qual, no entanto, reconheceu que há um destacamento russo em Afrin.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que citou testemunhas, afirmou que aproximadamente cem soldados russos entraram em Afrin nesta segunda-feira, acompanhados de carros de combate e veículos blindados, em cumprimento do acordo firmado entre as forças russas e as curdas.

A ONG ressaltou que os militares russos permanecerão no quartel de Kafr Yena, em Afrin, à espera da construção de uma base militar russa nesse enclave.

O Observatório destacou que a missão principal dos soldados russos será evitar atritos entre as YPG e as forças da Turquia na fronteira entre Afrin e o território turco, e treinar as milícias curdo-sírias.

As YPG são o componente principal das Forças da Síria Democrática (FSD), um conglomerado de milícias curdas, árabes, assírias (um grupo étnico de maioria cristã) e circasianas, entre outros.

As FSD centram suas operações na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e recebem o respaldo da coalizão internacional, liderada pelos EUA.

Nas últimas semanas, Washington enviou reforços militares americanos ao território sírio para apoiar as FSD na batalha contra o EI. Atualmente, as FSD enfrentam o EI em seu principal reduto na Síria, a província de Al Raqqa, e na de Aleppo, onde fica Afrin.

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