Trump não planeja retirar acusação contra Obama nem se desculpar

Washington, 20 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende retirar a acusação de que seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama, ordenou espionar suas comunicações na campanha presidencial de 2016 nem pedir desculpas, adiantou seu porta-voz, Sean Spicer, nesta segunda-feira.

Em sua entrevista coletiva diária, ele disse que o presidente manterá sua posição, apesar de o diretor do FBI, James Comey, ter garantido hoje em audiência no Congresso não ter informações que baseiem as acusações de Trump contra Obama. Trump lançou sua queixa contra Obama no último dia 4 através do Twitter e ainda não deu qualquer prova para respaldá-la.

"Não tenho informação que apoie esses tweets", disse hoje Comey na primeira audiência pública no Congresso sobre a suposta ingerência russa no pleito americano de novembro, em alusão às mensagens de Trump na rede social denunciando Obama de ter ordenado intervir em suas comunicações.

"Nenhum indivíduo nos Estados Unidos pode ordenar a vigilância eletrônica de ninguém, tem que passar por um processo de solicitação", explicou o diretor do FBI, acrescentando que o Departamento de Justiça também não tem notícias de qualquer prova que possa respaldar as acusações de Trump.

Ao assegurar que Trump não pensa em retirar o que disse, Spicer declarou que "há muitas coisas" que não foram tratadas na audiência de hoje e que a investigação ainda está na "fase inicial".

Segundo Trump, Obama ordenou a interceptação de suas comunicações na Trump Tower, em Nova York, onde o magnata morava e trabalhava durante a campanha eleitoral. Apesar de Obama negar categoricamente as acusações através de um porta-voz, Trump se manteve firme e na sexta-feira passada, durante uma entrevista coletiva na Casa Branca junto ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, disse que ambos têm "algo em comum": ter sido espionados por ordem do ex-presidente.

O comentário de Trump se referia à revelação, feita em 2013, de que um celular de Merkel foi grampeado pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) entre 2002 e 2012, período em que inclui parte da presidência de George W. Bush e parte da de Obama.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos