Trump nega vínculo de sua campanha com Rússia para interferir nas eleições

Washington, 20 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta segunda-feira que sua campanha tivesse se aliado com a Rússia para interferir nas eleições americanas de novembro, horas antes da primeira audiência pública no Congresso sobre a suposta interferência do Kremlin no pleito.

Em seu perfil pessoal no Twitter, Trump lembrou que James Clapper, que foi diretor nacional de inteligência no governo do ex-presidente Barack Obama, e "outros" disseram que não há provas de que ele "tivesse conspirado com a Rússia".

Segundo Trump, "todo o mundo sabe" que é falsa a suposta existência de um complô entre sua campanha e a Rússia com objetivo de interferir nas eleições presidenciais nas quais o magnata venceu, como candidato do Partido Republicano, sua rival democrata Hillary Clinton.

Em outro tweet, Trump afirmou que a "história russa" foi "inventada e promovida" pelos democratas para iniciar "uma campanha terrível".

Além disso, como disse em outras ocasiões, Trump sustentou que o que o Congresso, o FBI "e todos os demais" deveriam estar investigando são os vazamentos de informação classificada, que proliferaram desde a sua chegada à Casa Branca.

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes é o encarregado de investigar a suposta interferência do governo russo nas eleições de novembro, uma investigação na qual Trump solicitou que também fossem incluídas as supostas práticas de grampos ilegais contra si que, segundo ele próprio, foram ordenadas por Obama.

Esse comitê realizará hoje, a partir das 10h locais (11h de Brasília), sua primeira audiência pública sobre o estado dessas investigações, com o depoimento do diretor do FBI, James Comey, entre outros.

O presidente desse comitê, o legislador republicano Devin Nunes, garantiu ontem em uma entrevista à emissora "Fox" que ainda não viu nenhuma prova de um suposto complô entre a campanha de Trump e a Rússia durante a disputa eleitoral do ano passado.

No entanto, o legislador Adam Schiff, o democrata de maior categoria desse comitê, comentou em entrevista à emissora "NBC" que existem "provas circunstanciais" que indicam uma suposta conivência entre a campanha de Trump e a Rússia.

Segundo Schiff, também há provas "diretas" de algum tipo de "engano" por parte da campanha de Trump sobre suas conexões com a Rússia e, por isso, existem investigaçoes a respeito.

A conclusão a que chegaram os serviços de inteligência dos EUA é que houve sim interferência russa nas eleições, através de ataques cibernéticos contra o Partido Democrata e a campanha de Hillary Clinton, com o objetivo principal de beneficiar Trump.

O que continua sendo uma incógnita é se houve colaboração entre a campanha de Trump e o Kremlin para orquestrar essa interferência.

Por outro lado, até agora os líderes dos comitês de inteligência da Câmara e do Senado também garantem que não têm provas de que o governo Obama tivesse grampeado as comunicações da Trump Tower em Nova York, onde o agora presidente vivia e trabalhava durante a campanha eleitoral.

Trump fez sua acusação contra Obama no dia 4 de março através do Twitter e ainda não apresentou nenhuma prova para apoiá-la.

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