América Latina avança em desenvolvimento, mas segue marcada pela desigualdade

Nações Unidas, 21 mar (EFE).- A América Latina está progredindo em termos de desenvolvimento humano, mas a região continua marcada pelo problema da desigualdade, de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentado nesta terça-feira.

A organização internacional destaca os "extraordinários avanços" conseguidos nos últimos 25 anos pelos países latino-americanos e do Caribe, mas ressalta que eles "escondem um progresso lento e desigual no caso de certos grupos". Em conjunto, os Estados da região têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,751 - sendo 1 o máximo - e estão na frente de regiões como a Ásia Oriental e o Pacífico, as nações árabes, o sul da Ásia e a África Subsaariana. O IDH da América Latina e do Caribe avançou um pouco no último ano com relação ao ano anterior e se mantém não muito atrás da Europa e da Ásia Central, 0,756.

Dentro do contexto, no entanto, existem diferenças muito grandes entre países, segundo a lista por nações elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e que é encabeçada por Noruega, Austrália e Suíça.

O Chile, no posto 38, e a Argentina, na posição 45, são os únicos países latino-americanos com "desenvolvimento humano muito alto", segundo o Pnud, que situa a maioria dos países da região no degrau abaixo, o de "desenvolvimento humano alto". Nessa classificação aparecem Uruguai (no posto 54), Panamá (60), Costa Rica (66), Cuba (68), Venezuela (71), México (77), Brasil (79), Peru (87), Equador (89), Colômbia (95) e a República Dominicana (99).

Atrás, como países de "desenvolvimento humano médio" aparecem Paraguai (110), El Salvador (117), Bolívia (118), Nicarágua (124), Guatemala (125) e Honduras (130).

O país com a pior colocação da região, e o único considerado de "desenvolvimento humano baixo", é o Haiti, que está no posto 163 cercad principalmente por nações da África Subsaaariana e países em conflito, como o Afeganistão e o Iêmen. Apesar das diferenças, os países latino-americanos compartilham de maneira generalizada o problema da desigualdade e em quase todos os casos perdem posições na lista do IDH ajustada por desigualdade.

Assim, por exemplo, o Chile retrocede nessa classificação 12 postos, a Argentina, 6; o Uruguai, 7; o Panamá, 19; a Venezuela, 11; o México, 12; e o Brasil, 11.

Em conjunto, o IDH da América Latina e o Caribe diminuiu quase 25% ao ajustar-se por desigualdade, segundo o Pnud.

O relatório elaborado este ano faz especial insistência, precisamente, à necessidade de garantir que o desenvolvimento beneficie toda a população e que não existam grupos excluídos. Por exemplo, afirma que as comunidades indígenas estão entre as partes da sociedade cujas condições de vida frequentemente estão muito atrás. Os povos indígenas, com mais de 400 grupos na América Latina, representam 5% da população mundial, mas 15% daqueles que vivem na pobreza e costumam ter níveis de educação inferiores.

O relatório também destaca que a segurança continua sendo "um problema urgente" na América Latina e no Caribe, com taxas de homicídios e de encarceramento muito altas em comparação a outras regiões.

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