Procuradoria investiga trabalho das filhas de ministro do Interior francês

Paris, 21 mar (EFE).- A Procuradoria Nacional Financeira da França (PNF) anunciou nesta terça-feira que investigará os contratos com assistentes parlamentares das filhas do ministro do Interior, Bruno Le Roux.

Revelados por uma emissora de televisão nesta segunda, esses contratos, assinados pela primeira vez quando as garotas tinham 15 e 16 anos, levarão a uma investigação preliminar, afirmou a PNF em comunicado.

A averiguação foi encarregada ao Escritório Central de Luta contra a Corrupção e as Infrações Financeiras e Fiscais, o mesmo organismo que se encarregou do "caso Fillon" após ter sido revelado que o candidato às eleições nacionais contra a esposa como assistente parlamentar quando era senador.

Le Roux, por enquanto, é alvo apenas de uma investigação preliminar, mas sua continuidade no Executivo está em interdição, sobretudo depois que o primeiro-ministro, Bernard Cazeneuve, exigiu hoje mesmo "exemplaridade e rigor" a todos os cargos públicos.

O ministro do Interior, que está no cargo há apenas quatro meses, anulou toda sua agenda. Está previsto que nas próximas horas ele se reúna com o chefe do governo.

O canal "TMC" revelou ontem que Le Roux contratou as duas filhas como assistentes parlamentares desde que estavam no ensino médio até o ano passado, quando já haviam iniciado a formação universitária.

Em declarações ao canal, o ministro reconheceu tê-las empregado, mas ressaltou que se tratava de meros trabalhos para estudantes durante o período de férias. As garotas foram contratadas pela primeira vez em 2009, e uma delas teve 14 contratos, enquanto a outra, dez.

Segundo o "TMC", os contratos, que duravam apenas alguns dias, foram remunerados com entre 850 e 3,5 mil euros por mês, por um total de cerca de 55 mil euros.

Embora a prática não seja ilegal, a emissora afirmou que há dúvidas sobre alguns dos vínculos, que teriam sido assinados em períodos nos quais as filhas de Le Roux estavam realizando outras atividades, como viagens de intercâmbio.

Em 2013, por exemplo, uma das meninas recebia pagamento mesmo estando na Bélgica. Outro contrato, que data de 2015, cobria datas na qual a filha tinha aulas em Paris. Contudo, o ministro garantiu que as atividades poderiam ser realizadas a distância.

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