"Quem entrar no Chile ilegalmente será preso", diz chanceler chileno

Santiago do Chile, 21 mar (EFE).- O chanceler chileno, Heraldo Muñoz, advertiu nesta terça-feira ao governo da Bolívia que quem entrar de maneira ilegal em seu país "será preso", como ocorreu com os dois militares e sete funcionários da alfândega boliviana que foram detidos no último domingo perto da fronteira entre os países.

"Quem entrar no Chile ilegalmente ou tentar exercer atos de soberania em nosso território será preso", disse o chefe da diplomacia chilena em declarações à imprensa.

A detenção dos funcionários bolivianos, que permanecem em uma prisão na região de Tarapacá, abriu um novo conflito bilateral com versões divergentes e declarações desencontradas por parte das autoridades.

O governo do Chile argumenta que os detidos estavam em território chileno, a 400 metros da fronteira, fortemente armados e planejavam roubar nove caminhões com mercadorias.

As autoridades bolivianas, por outro lado, afirmam que os militares e os funcionários da alfândega estavam em seu território lutando contra o contrabando que entra na Bolívia pelo Chile.

"Estamos aparentemente em um período de pós-verdade por parte da Bolívia. Estes indivíduos foram detidos em território inquestionavelmente chileno, denunciados por habitantes da cidade onde estavam tentando exercer atos de autoridade em território soberano", insistiu Muñoz.

O chanceler enfatizou que no Chile há uma "justiça independente e um Estado de direito", por isso os tribunais devem estabelecer os próximos passos a seguir em relação aos nove detidos.

Muñoz quis rebater algumas declarações de autoridades bolivianas em Haia, onde nesta terça-feira foi realizada a entrega da réplica no litígio entre os países na Corte Internacional de Justiça (CIJ) acerca do acesso da Bolívia ao oceano Pacífico.

O chefe da diplomacia chilena ressaltou que a CIJ "não entregará território soberano chileno à Bolívia", mas determinará se o Chile é obrigado a negociar com seu vizinho a restituição da saída para o mar, que os bolivianos perderam em uma guerra no final do século XIX.

O Chile terá a partir de agora acesso à réplica da Bolívia e, com base nela, preparará uma resposta que deverá entregar até o próximo dia 21 de setembro.

"A posição do Chile sempre foi clara, sóbria, sem declarações altissonantes, e essa atitude de firmeza serena sempre será a postura do Chile", afirmou.

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