Sturgeon pede ao parlamento da Escócia apoio para novo referendo separatista

Londres, 21 mar (EFE).- A ministra principal da Escócia, Nicola Sturgeon, pediu nesta terça-feira ao parlamento autônomo de Edimburgo permissão para acertar com o governo do Reino Unido os termos para convocar um novo referendo de independência da região.

A líder apresentou uma moção que autoriza o governo da Escócia a "promover conversas com o Reino Unido sobre os detalhes para garantir que o parlamento escocês possa legislar para a convocação de um referendo".

Após um debate, os deputados autônomos votarão a moção amanhã. Ela deve ser aprovada pelos votos do Partido Nacional Escocês (SNP), liderado por Sturgeon, e do Partido Verde, que juntos tem 69 cadeiras das 129 do parlamento de Edimburgo.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, antecipou na semana passada que negará o pedido de Sturgeon. Segundo May, não é o momento de a Escócia realizar um segundo referendo, já que a região deve estar unida para enfrentar as negociações do "Brexit" com a União Europeia, que devem começar no fim deste mês.

Ao apresentar a moção, Sturgeon disse que seu governo tem um "mandato democrático questionável" ao ter vencido as eleições de 2016 com um manifesto no qual dizia que convocaria um segundo referendo, depois da derrota no realizado em 2014, se a Escócia fosse "tirada da União Europeia contra sua vontade".

A ministra principal também acusou May de ter ignorado suas propostas para garantir que a Escócia, que votou pela permanência na União Europeia no referendo do "Brexit", mantenha o acesso ao mercado único do bloco após a saída do Reino Unido.

A primeira-ministra britânica, porém, garante que ouviu as sugestões da autonomia, mas descartou dar tratamento especial a qualquer uma delas.

O Partido Conservador da Escócia, a segunda força política da região, com 31 cadeiras, o Partido Trabalhista, com 23, e os liberal-democrata, com 5, anunciaram que votarão contra a moção apresentada pela ministra principal.

Representantes dos partidos no parlamento apresentaram, além disso, emendas nas quais declaram que um segundo referendo não deve ser convocado porque ele provocaria divisão na região.

Os trabalhistas escoceses, liderados por Ruth Davidson, destacam que é preciso "consentimento político" para consultar a população, uma declaração que visa deslegitimar uma convocação de um referendo pelo governo da Escócia sem a autorização do Reino Unido.

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