Companhia aérea marroquina proíbe computadores na cabine em voos aos EUA

Rabat, 22 mar (EFE).- A companhia aérea marroquina Royal Air Maroc confirmou nesta quarta-feira que desde o próximo sábado, proibirá nos voos aos EUA o transporte de qualquer aparelho eletrônico, de "acordo com a decisão das autoridades americanas".

A decisão afetará não só os passageiros que embarcam no Marrocos, mas também os que chegam em trânsito procedentes de terceiros países, o que parece ser uma medida suplementar à anunciada pelo governo americano, que se referia a "voos sem escalas".

Com exceção dos telefones celulares e de aparelhos médicos necessários durante a viagem, todos os demais aparelhos eletrônicos deverão viajar no bagageiro do avião, esclarece a companhia aérea em comunicado.

Até agora, nem o governo marroquino e nem as autoridades nacionais de aviação se pronunciaram sobre a medida anunciada ontem pela Administração de Donald Trump, que foi duramente criticada no mundo todo, sobretudo porque a proibição se refere exclusivamente a oito países muçulmanos.

As nove companhias aéreas afetadas, todas elas estrangeiras, já que nenhuma americana tem voos diretos desde os aeroportos incluídos na medida, são Royal Jordanian, Egyptair, Turkish Airlines, Saudita Arabian Airlines, Kuwait Airways, Royal Air Moroc, Catar Airways, Emirates e Etihad Airways.

O governo americano deu a todas elas um prazo de 96 horas para que notifiquem seus passageiros.

Desde o aeroporto de Casablanca, saem somente dois voos diretos aos Estados Unidos, ambos da Royal Air Maroc, com destino a Washington e Nova York.

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