Ex-chefe de campanha de Trump nega ter trabalhado em benefício de Putin

Washington, 22 mar (EFE).- Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira que trabalhou há uma década para um bilionário aliado do presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas negou ter trabalhado em promover os interesses do líder do Kremlin.

Em declaração enviada à emissora "Fox News", Manafort indicou que trabalhou há quase uma década para o oligarca russo Oleg Deripaska, representando-o em assuntos comerciais e pessoais em países nos quais o bilionário tinha investimentos.

"Meu trabalho para Deripaska não envolveu representação de interesses de políticos russos", explicou Manafort, que foi chefe de campanha de Trump entre junho e agosto do ano passado, quando renunciou após a divulgação de que ele estava sendo investigado na Ucrânia por receber pagamentos de um partido pró-Rússia.

As declarações enviadas à "Fox News" foram uma resposta de Manafort a uma investigação da agência Associated Press (AP), que revelou que o trabalho do ex-chefe de campanha de Trump para Deripaska incluía "promover os interesses" de Putin e implantar uma ambiciosa estratégia para minar a oposição ao Kremlin nas ex-repúblicas soviéticas.

Segundo a "AP", Manafort assinou um contrato anual com Deripaska de US$ 10 milhões em 2006. Os dois tiveram uma relação comercial até pelo menos 2009.

As revelações sobre Manafort vem à tona após a confirmação de que o FBI está investigando se houve colaboração entre a Rússia e a campanha de Trump para influenciar nas eleições de novembro.

O FBI está investigando "a natureza de qualquer vínculo entre indivíduos associados com a campanha de Trump e o governo russo, e se houve alguma coordenação entre os dois", explicou o diretor do órgão, James Comey, em audiência no Congresso dos EUA.

Perguntado sobre a nova polêmica envolvendo Manafort, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse à emissora "NBC" que seria "inadequado" fazer comentários sobre uma pessoa que não é funcionária do governo.

Na segunda-feira, após a confirmação da investigação do FBI, Spicer disse que Manafort teve um "papel limitado" na campanha eleitoral do presidente republicano.

Manafort foi contratado pela campanha de Trump em março de 2016. Em maio, chegou ao posto de estrategista-chefe. Depois, em junho, foi promovido a chefe de campanha após a demissão de Corey Lewandowski.

O ex-chefe de campanha é considerado como essencial para que Trump conseguisse vencer as primárias republicanas e se tornasse o candidato do partido nas eleições presidenciais contra a democrata Hillary Clinton.

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