Rússia alerta para "progresso muito frágil" em solução de conflito na Síria

Moscou, 22 mar (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que o "progresso" obtido no processo de solução do conflito na Síria "foi muito frágil", durante o início de sua reunião com o mediador das Nações Unidas para a guerra civil no país árabe, Staffan de Mistura.

"É um momento muito importante, porque, da última vez, vocês conseguiram um progresso muito frágil", disse o chefe da diplomacia russa, citado por veículos de imprensa locais, em alusão à última rodada de negociações em Genebra, na Suíça.

Lavrov destacou que diante das novas conversas na cidade suíça, cujo início está previsto para amanhã, "é necessário consolidar os acordos em quatro 'cestas', que incluam os assuntos relativos à Constituição, às eleições, ao período de transição e à luta contra o terrorismo".

"Todos estes aspectos são exigências inalienáveis e estão referendadas na resolução 2254 (do Conselho de Segurança da ONU), e meu propósito é debater com você os preparativos das conversas e ouvir suas ideias a respeito", acrescentou o ministro russo.

De Mistura, por sua vez, informou a Lavrov que viajará amanhã para a Turquia, que é um "sócio importante" com quem a Rússia também colabora.

"Por isso, amanhã o início das negociações (em Genebra) terá um caráter bem mais formal. O senhor (Ramzi Ezzeldin) Ramzy (mediador adjunto) receberá às delegações", acrescentou De Mistura.

O enviado especial da ONU indicou que há processos no terreno que "causam preocupação e que, precisamente por isso, é necessário respaldar o processo político".

Segundo o escritório de De Mistura, na quinta rodada do diálogo de paz sobre o conflito sírio participarão os mesmos representantes da oposição que estiveram na última reunião.

Naquele encontro, que aconteceu no final de fevereiro, além da delegação governamental síria, participaram três delegações opositoras: a Comissão Suprema para as Negociações - composta 50% por opositores exilados e rebeldes armados -, a Plataforma do Cairo e o Grupo de Moscou, estas duas últimas toleradas pelo regime de Bashar al Assad.

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