Melania Trump afirma que "era da brutalidade contra as mulheres acabou"

Washington, 29 mar (EFE).- A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, afirmou nesta quarta-feira que a "era da brutalidade contra as mulheres e as crianças acabou", e advertiu que seu país estará "monitorando" aquelas nações que não façam o suficiente para proteger os direitos femininos.

A primeira-dama se expressou assim durante a cerimônia "Mulheres Valentes", do Departamento de Estado americano, uma iniciativa promovida hoje para reconhecer o trabalho de 13 mulheres de diferentes países.

"Todas estas mulheres heroicas têm extraordinárias histórias de poder, conseguiram mais do que podemos imaginar. Suas vidas nos lembram que o espírito humano não tem limites. Estas mulheres no palco lutaram por seus direitos e os direitos de outros", declarou a primeira-dama.

Com um elegante vestido branco, Melania pediu ao público que se pusesse no lugar das mulheres premiadas e se perguntasse se teriam "a força interior" para rebelar-se contra a censura, o terrorismo, os abusos às crianças ou a violência de gênero.

"A força das premiadas e de outros desencadeará uma luta contra a brutalidade global. Juntos, com a comunidade internacional, os EUA devem enviar a mensagem que estão monitorando", disse.

"Juntos, devemos declarar que a era de permitir a brutalidade contra as mulheres e as crianças terminou, devemos afirmar que o momento de empoderar as mulheres de todo o mundo já chegou", acrescentou Melania em discurso que pôs o público de pé e que durou pouco menos de dez minutos.

Na cerimônia, a primeira-dama se encarregou de entregar os prêmios às mulheres, enquanto o subsecretário de Estado interino, Thomas Shannon, mencionava alguns detalhes das biografias das premiadas.

Entre as reconhecidas está a colombiana Natalia Ponce de León, transformada no símbolo da luta contra as agressões com ácido na Colômbia, um dos países com mais casos do tipo no mundo.

Ponce de León sofreu em março de 2014 o ataque de um vizinho que lhe lançou um litro de ácido sulfúrico e lhe ocasionou graves queimaduras no rosto e em parte de seu corpo.

Como ela mesma disse hoje na cerimônia, esse incidente a fez "renascer" e a impulsionou a liderar uma campanha que conseguiu que o Congresso da Colômbia aprovasse em janeiro de 2016 uma lei que leva seu nome e que endurece os castigos para os autores de agressões com ácido.

Também foi premiada hoje a peruana Arlette Contreras Bautista, que sofreu uma agressão em um hotel de Ayacucho em 2015 e posteriormente liderou o movimento "Nem uma menos", que impulsionou várias manifestações no Peru contra a violência machista e os feminicídios.

Em termos gerais, os prêmios anuais do Departamento reconhecem o trabalho de mulheres que demonstraram grande valor e liderança em causas de importância internacional, como a luta pela justiça, os direitos humanos e a igualdade de gênero.

Este é o 11º ano em que o Departamento de Estado promove a cerimônia "Mulheres Valentes", uma iniciativa que serviu para reconhecer o trabalho de mais de cem mulheres de 60 países.

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