Presidente do Paraguai pede calma à população após incêndio ao Congresso

Em Assunção

  • Xinhua/Ultima Hora

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, pediu nesta sexta-feira (31) aos cidadãos que mantenham a calma e não se deixem levar pela violência, depois que centenas de manifestantes incendiaram parte do edifício do Congresso em protesto contra a aprovação de um projeto de emenda constitucional que permite a reeleição presidencial.

"Diante das cenas de vandalismo ocorridos nas últimas horas contra a sede do Governo Nacional, peço à população que mantenha a calma e não se deixe levar pelo que há meses vêm anunciando fatos de violência e derramamento de sangue", disse Cartes, através de um comunicado.

Ele acrescentou que o incêndio no Congresso "demonstra, mais uma vez, que um grupo de paraguaios na política e em meios de comunicação de massa, não pouparão esforços para conseguir o objetivo que é destruir a democracia e a estabilidade política e econômica do país".


"A democracia não é conquistada e defendida com violência e podem ter certeza que este governo seguirá se esforçando para manter a ordem jurídica na República. Peço a todos meus compatriotas que dialoguem e respeitem as opiniões contrárias", afirmou.

O pronunciamento de Cartes aconteceu depois que grupos de manifestantes invadiram o edifício do Congresso e colocaram fogo em várias instalações. Durante os confrontos com a polícia, foram feridos por balas de borracha o deputado Edgar Acosta e o presidente do Partido Liberal, Efraín Alegre.

Os incidentes começaram depois que 25 senadores votaram a favor do projeto de emenda nas dependências da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, e sem a presença dos demais legisladores e do presidente do Senado, Roberto Acevedo.

Jorge Saenz/AP

O partido de Lugo aprovou a emenda para que o ex-bispo possa concorrer nas eleições de 2018, e o Partido Colorado para que o atual presidente do Paraguai, Horacio Cartes, possa fazer o mesmo. A atual Constituição paraguaia proíbe a reeleição presidencial.

Por outro lado, o Partido Liberal, o maior da oposição, e outras forças opositoras, alegam que a emenda é anticonstitucional como meio de facultar um segundo mandato presidencial.

Andrés Cristaldo Benítez/Efe

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