Centro de Assunção tem manifestações violentas contra reeleição presidencial

Assunção, 31 mar (EFE).- Os distúrbios em Assunção, no Paraguai, que começaram na tarde de sexta-feira, em frente ao Congresso, durante o protesto contra a emenda constitucional que permite a reeleição presidencial, continuou desta vez no centro da capital, onde dezenas de barricadas pegam fogo, enquanto a polícia dispersa os manifestantes.

Nas imediações do Panteão Nacional dos Heróis, no centro histórico de Assunção, centenas de manifestantes colocaram fogo em lixos e quebraram parte da mobiliário urbano para levantar barricadas, com os quais bloquearam o avanço dos policiais, que lançaram gás lacrimogêneo e dispararam tiros de balas de borracha.

Cantando hinos como "Pátria querida", mas também músicas contra o governo do presidente Horacio Cartes, e gritos de "Ditadura nunca mais", os manifestantes tomaram o centro histórico da capital, que se transformou em uma zona de guerra.

A polícia montada ingressou na região próximo ao hotel Guarani para dispersar o protesto efetuando disparos de balas de borracha.

Os incidentes começaram depois que 25 senadores votaram a favor do projeto de emenda nas dependências da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, e sem a presença dos demais legisladores e do presidente do Senado, Roberto Acevedo.

Os protestos mais violentos tiveram início na tarde de sexta, na Praça de Armas, ao lado do Congresso paraguaio, edifício atacado pelos manifestantes, que incendiaram parte das instalações.

Os bombeiros controlaram as chamas do Congresso, local que teve grandes danos materiais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Velázquez, convocou a uma sessão para este sábado, onde será debatida a emenda, mas posteriormente desconvocou para evitar novos incidentes.

O partido de Lugo aprovou a emenda para que o ex-bispo possa concorrer nas eleições de 2018, e o Partido Colorado para que o atual presidente paraguaio possa fazer o mesmo.

A atual Constituição paraguaia proíbe a reeleição presidencial.

Por outro lado, o Partido Liberal, o maior da oposição, e outras forças opositoras, alegam que a emenda é anticonstitucional como meio de facultar um segundo mandato presidencial.

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