Polícia detém mais de 200 pessoas pós incidentes em Assunção

Assunção, 1 abr (EFE).- No total, 211 pessoas foram detidas durante os protestos ocorridos na noite de sexta-feira no Paraguai, nos quais parte do Congresso foi incendiado e um jovem morreu na sede do Partido Liberal em Assunção, informou neste sábado a polícia.

Já o Ministério Público paraguaio anunciou hoje que formou uma equipe para investigar os incidentes, assim como a morte de Rodrigo Quintana, de 25 anos, na sede do Partido Liberal.

Dezenas de filiados voltaram a reunir hoje nessa sede para prestar homenagem ao jovem, líder da juventude do Partido Liberal na cidade da Colmeia, no departamento de Paraguari (centro).

A morte de Quintana aconteceu na sexta-feira, quando policiais entraram na sede do partido, onde estavam reunidos vários filiados, e realizaram disparos.

O Ministério do Interior, por sua vez, afirmou que chegarão "até o total esclarecimento do ocorrido, e os responsáveis serão postos à disposição da Justiça".

Os incidentes começaram depois que 25 senadores votaram a favor do projeto de emenda constitucional para habilitar a reeleição nas dependências da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, e sem a presença do resto de legisladores e do presidente do Senado, Roberto Acevedo.

Os protestos mais violentos começaram na tarde da sexta-feira na Praça de Armas, junto ao Congresso paraguaio, edifício atacado e incendiando pelos manifestantes.

Os bombeiros sufocaram o incêndio no Congresso, que está fechado para o trabalho dos peritos fiscais.

A explosão de violência, após o voto desses 25 senadores, aconteceu quando o país está há dois meses polarizado pela proposta governista e de parte da esquerda de facultar pela via da emenda um segundo mandato presidencial, proibido pela Constituição.

O projeto desses senadores foi elaborado conjuntamente pelo Partido Colorado, do presidente Horacio Cartes, pelo de Lugo e por alguns legisladores liberais, segundo reconheceram.

A formação de Lugo respalda a emenda para que este possa concorrer às eleições de 2018, assim como o Colorado, que quer tentar a reeleição de Cartes.

O Partido Liberal e outras forças opositoras alegam que a emenda é anticonstitucional.

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