Hospital de Khan Sheikhoun fica fora de serviço após bombardeio, diz ativista

Cairo, 4 abr (EFE).- Aviões de guerra de origem desconhecida atacaram nesta terça-feira as imediações de um centro médico na cidade síria Khan Sheikhoun, que ficou fora de serviço, horas depois de a cidade ser alvo de um suposto ataque químico, segundo ativistas.

O diretor do opositor Centro de Informação de Idlib, Obeida Fadel, disse à Agência Efe por telefone que o hospital Al Rahma foi alvo de vários bombardeios. Fadel afirmou que no local não estavam feridos do ataque anterior com substâncias químicas, porque tinham sido transferidos a outros centros do norte da Síria e da Turquia.

Os Capacetes Brancos informaram no Twitter que duas de suas unidades também foram atingidas por bombardeios durante o dia, a de Khan Sheikhoun e a de Al Habit, sem vítimas. A Defesa Civil apontou que esses lugares pararam de funcionar depois dos ataques.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos confirmou que houve bombardeios nas imediações de um "centro médico" de Khan Sheikhoun, situado no sul da província de Idlib, após os ataques aéreos com supostas substâncias químicas. Segundo o Observatório, pelo menos outros quatro bombardeios aconteceram em outras áreas de Idlib, onde foram registrados apenas danos materiais.

De acordo com a organização, ao menos 58 pessoas, entre elas 11 menores de idade, morreram em um suposto ataque aéreo químico em Khan Sheikhoun.

Uma um militar de alta patente negou em declarações à Agência Efe que as forças governamentais ou as russas estejam por trás do suposto ataque químico, como disse a oposição.

"Essas alegações são nulas e sem efeito. Nem os aviões sírios nem os russos empregaram nunca armas químicas em sua luta contra o terrorismo", garantiu a fonte, que pediu o anonimato.

Por sua vez, a Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança opositora, acusou, em comunicado, aviões governamentais de bombardear Khan Sheikhoun com projéteis que continham gás sarin.

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