Líder trabalhista britânico diz que assunto de Gibraltar está "resolvido"

Londres, 4 abr (EFE).- O líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, disse nesta terça-feira que o assunto de Gibraltar está "resolvido", depois que a primeira-ministra, Theresa May, defendeu o "diálogo" para resolver qualquer disputa com a Espanha.

Perguntado pela imprensa ao apresentar seu programa para as eleições municipais de 4 de maio, Corbyn afirmou que não quer "guerra com ninguém" e que "é melhor falar com as pessoas do que lutar".

"Acredito que o assunto está resolvido e a história parece ter surgido principalmente porque (o lorde conservador) Michael Howard pensou que estávamos em 1982 e não em 2017", manifestou o líder da oposição.

May defendeu na segunda-feira "o diálogo" para resolver qualquer disputa com a Espanha sobre Gibraltar, depois que Howard afirmou no domingo que a dirigente estaria disposta a ir à guerra para proteger o território, assim como Margaret Thatcher fez em 1982 para defender as Ilhas Malvinas da Argentina.

Durante uma viagem à Jordânia, May respondeu a perguntas da imprensa sobre a possibilidade de lutar por Gibraltar, como sugeriu o parlamentar, se houver uma ameaça a sua soberania, e reiterou sua vontade de "falar" com a União Europeia (UE) para conseguir o melhor acordo de saída do bloco.

"O que estamos fazendo com todos os países europeus na UE é sentar e conversar com eles", afirmou May, que riu, segundo a emissora "BBC", ao ser questionada sobre o assunto colocado pelo ex-líder conservador Michael Howard.

"Definitivamente, diálogo", respondeu May sobre se sua política para Gibraltar será de "diálogo e não de guerra", em referência a uma frase cunhada pelo antigo primeiro-ministro conservador, Winston Churchill.

Por causa das palavras de Howard, o ministro de Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, declarou ontem em Madri que "alguém no Reino Unido está perdendo os nervos".

Howard aludiu ao passado conflito depois que, ao publicar na sexta-feira passada suas diretrizes de negociação com Londres, a UE indicou que nenhum acordo, uma vez que o Reino Unido sair do bloco, poderá ser aplicado em Gibraltar se não houver antes um pacto entre Londres e Madri.

O aparente poder de veto concedido à Espanha, que parece transformar o futuro do território de Gibraltar em uma questão bilateral, indignou o governo gibraltarino de Fabián Picardo, que acusou o Executivo espanhol de tentar "manipular" o Conselho Europeu.

May reiterou seu apoio a Picardo e mantém que negociará com Bruxelas um acordo para "o Reino Unido e todas as suas partes", o que inclui a colônia localizada no sul da Espanha, sob soberania britânica desde 1713.

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