Opositores venezuelanos asseguram que grupos dispararam contra manifestantes

Caracas, 4 abr (EFE).- Deputados opositores venezuelanos afirmaram nesta terça-feira que grupos armados dispararam contra manifestantes que se mobilizavam na principal artéria viária de Caracas que leva à Assembleia Nacional (AN, parlamento), depois que a polícia os desviou de sua rota original.

O deputado Tomás Guanipa, do partido Primeiro Justiça (PJ), e a esposa do político opositor preso Leopoldo López, Lilian Tintori, relataram no Twitter que, enquanto caminhavam pela estrada Francisco Fajardo, que conecta o leste e o oeste de Caracas, foram atacados por pessoas armadas.

Por sua parte, o prefeito do município de Chacao, Ramón Muchacho, informou que nove pessoas ficaram feridas na manifestação, entre elas oito com politraumatismos e uma por ferimento de bala.

O parlamentar José Manuel Olivares, também do PJ, falou igualmente de disparos por parte dos grupos armados, os quais relacionou com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Tintori publicou na rede social uma série de vídeos nos quais é possível escutar detonações e os manifestantes fugindo do lugar. A esposa de López garantiu, no entanto, que não se movimentarão do lugar.

Por sua parte, o partido Aliança Bravo Povo (ABP) informou que um deputado dessa legenda, Richard Blanco, foi levado com urgência a um centro assistencial após sofrer uma asfixia com o gás lacrimogêneo que a Polícia Nacional Bolivariana (PNB) empregou para dispersar o protesto.

"O valente deputado caraquenho se encontra em tratamento intensivo, médicos o atendem para conseguir sua imediata estabilização", disse o ABP no Twitter.

Além disso, o deputado pelo Movimento Progressista da Venezuela (MPV), Simón Calzadilla, assegurou na mesma rede social que na avenida Libertador, que conecta o leste com o centro de Caracas, a PNB agrediu um membro de sua equipe que precisou levar "10 pontos na cabeça".

Desde que começou a mobilização opositora, as forças policiais dissolveram com gás lacrimogêneo e balas de borracha a manifestação que tenta chegar até o parlamento em apoio a uma sessão que busca destituir os magistrados do Supremo Tribunal pelo que qualificam como "golpe de Estado".

A Efe constatou que a PNB borrifou gás pimenta nos deputados que se encontravam na avenida Libertador, assim como no duas vezes candidato à presidência da Venezuela, Henrique Capriles, na dirigente opositora María Corina Machado e em Tintori, entre outros dirigentes políticos.

Embora os opositores, através de diferentes vias, não tenham conseguido passar pelos cordões de segurança policiais, estes se espalharam em várias direções e asseguraram que buscarão todas as vias para chegar a seu destino no parlamento.

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