Aliado de Assad, Irã condena uso de armas químicas na Síria

Teerã, 5 abr (EFE).- As autoridades do Irã condenaram nesta quarta-feira o uso de armas químicas na Síria e pediram que "terroristas" que operam no país sejam desarmados, depois que um suposto ataque químico na cidade de Khan Sheikhoun matou mais de 70 pessoas.

Em comunicado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Bahram Qasemi, declarou que seu país "condena com firmeza qualquer uso de armas químicas".

Qasemi também afirmou que o Irã sempre acreditou que os grupos terroristas na Síria "transportavam, armazenavam e empregavam armas químicas".

O porta-voz pediu ainda para que se evite "qualquer propaganda e julgamento precipitado e toda acusação que beneficie certos atores", em alusão ao fato de o Ocidente ter responsabilizado Damasco pelo ataque.

A nota da chancelaria iraniana também lamentou que um dos objetivos deste incidente é "interferir e perturbar o processo político para consolidar um cessar-fogo" na Síria.

O Irã é, junto com a Rússia, o principal fiador do regime do presidente sírio, Bashar al Assad, o qual apoia com assessores militares e milicianos.

A Rússia, por sua parte, garantiu hoje que a aviação síria bombardeou ontem um depósito de armas dos insurgentes que abrigava uma oficina para a produção de armas "tóxicas" destinadas ao Iraque.

O Kremlin também ressaltou que segue apoiando o exército sírio em suas "operações antiterroristas para a libertação do país".

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a análise dos sintomas das vítimas da cidade síria de Khan Sheikhoun reforça a possibilidade de um ataque químico, ao comprovar sua exposição a agentes nervosos.

Khan Sheikhoun tem cerca de 75.000 habitantes, muitos deles deslocados procedentes da província vizinha de Hama, e está sob o controle da oposição.

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