Mohammed VI nomeia novo governo marroquino após 6 meses de crise

Rabat, 5 abr (EFE).- O rei Mohammed VI do Marrocos nomeou nesta quarta-feira o novo governo do país, presidido pelo islamita Saadedin Al Othmani, após um vazio governamental que perdurou desde as eleições legislativas de 7 de outubro, informou a agência oficial "MAP".

O novo gabinete terá 39 pastas para poder acolher os seis partidos que formam a coalizão governamental, e apenas uma mulher ocupará um posto ministerial (de Família e Assuntos Sociais), enquanto outras oito serão secretárias de Estado.

O Partido Justiça e Desenvolvimento (PJD, islamita), claro ganhador das legislativas de outubro, perdeu muito peso no governo atual e não controlará as pastas de Relações Exteriores, Interior, Justiça, Comunicação, Economia e Finanças.

Além disso, alguns rivais do PJD entram com força no governo, como o novo titular de Interior, o independente Abdeluafi Laftit, e o ministro da Agricultura e Pesca, o liberal Aziz Ajanuch.

O Ministério das Relações Exteriores, após cinco anos liderado nominalmente por um titular de partido, volta a um profissional da diplomacia, Nasser Bourita, enquanto em Assuntos Islâmicos será mantido um dos homens mais fiéis ao rei, o teólogo Ahmed Taufiq, e em Economia e Finanças segue Mohammed Busaid.

Dos políticos mais importantes do PJD, além de Al Othmani, também estão Mustafa Ramid, que passa de ministro da Justiça a titular de Direitos Humanos; Lahcen Daudi, rebaixado de titular de Educação Superior a vice-ministro de Assuntos Gerais; e Aziz Rabah, à frente da pasta de Energia e Minas.

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