Parlamento venezuelano responsabiliza Maduro por "golpe de estado"

Caracas, 5 abr (EFE).- O parlamento da Venezuela, controlado pela oposição, decidiu nesta quarta-feira responsabilizar o presidente Nicolás Maduro pelo suposto "golpe de Estado" realizado por meio do esvaziamento do Poder Legislativo através de sentenças do Tribunal Supremo.

O acordo, que foi aprovado apenas com o voto dos opositores, condenou "a violação generalizada e sistemática da ordem constitucional e democrática na Venezuela, e o golpe de Estado cometido, o qual se viu confirmado pelas mais de 50 sentenças inconstitucionais e atos contra o parlamento", indica o texto.

Com as sentenças que deixaram sem funções a Assembleia Nacional ficaram "explícitas as intenções de desmantelar a institucionalidade democrática e assegurar uma completa concentração de poderes" nas mãos de Maduro, acrescenta a nota lida antes da votação.

O deputado opositor e ex-presidente do parlamento Henry Ramos Allup, que apresentou o acordo ao plenário, afirmou que embora tenham sido revogadas as duas sentenças com as quais o Poder Judiciário assumiu as funções de Poder Legislativo, continua o não reconhecimento ao parlamento e, portanto, o "golpe de estado".

Os parlamentares concordaram também em rejeitar a conduta do defensor público, Tareq Willian Saab, que "voltou a demonstrar sua solidariedade automática com o Executivo nacional e sua cumplicidade com a violação de direitos humanos".

Para os opositores, o estabelecimento da ordem constitucional na Venezuela "representa respeitar as atribuições constitucionais da Assembleia Nacional e seu exercício, convocar logo eleições no país e libertar os presos políticos".

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