Rússia manterá apoio à Síria apesar de acusações de ataque com armas químicas

Moscou, 5 abr (EFE).- A Rússia garantiu nesta quarta-feira que seguirá apoiando o exército sírio apesar das acusações de que o regime de Bashar al Assad está por trás do suposto ataque com armas químicas que deixou pelo menos 72 mortos ontem no país árabe.

"A Rússia e suas forças armadas continuam a operação de apoio às operações antiterroristas para a libertação do país que são conduzidas pelo exército da Síria", disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, a veículos de comunicação locais.

Quanto à possibilidade que o Conselho de Segurança da ONU realize uma votação sobre esse incidente, Peskov assegurou que "a Rússia apresentará de maneira argumentada os dados que foram compilados por seu Ministério de Defesa".

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, o general Igor Konashenkov, informou hoje que a aviação síria bombardeou ontem, durante uma hora, um depósito de armas dos insurgentes que abrigava uma oficina para a produção de armas "tóxicas" destinadas ao Iraque.

"Deste enorme arsenal de armamento químico, os combatentes as enviavam ao território do Iraque. Sua utilização pelos terroristas foi demonstrada tanto pelas organizações internacionais como pelo governo desse país", destacou.

A Rússia negou ontem que sua aviação tivesse bombardeado essa área, depois que o Observatório Sírio de Direitos Humanos acusou aviões russos ou sírios de lançar um ataque químico na província de Idlib.

"Os aviões das forças aéreas da Rússia não efetuaram nenhum ataque na área em torno da cidade de Khan Sheikhoun, na província de Idlib", afirmou ontem o Ministério da Defesa russo em comunicado.

Desde o início da intervenção aérea russa na Síria há mais de um ano e meio, Moscou negou todas e cada uma das acusações de bombardeios indiscriminados contra a população civil do país árabe.

Tanto as potências ocidentais como a China e a ONU pediram uma investigação objetiva do bombardeio, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Reino Unido acusaram Damasco de um suposto ataque químico que a França qualificou de "crime de guerra". EFE

io/rsd

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