Trump acusa ex-assessora de Obama de espionar colaboradores

Nova York, 5 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que Susan Rice, antiga assessora de segurança nacional, pode ter cometido um crime por tentar identificar alguns dos colaboradores do atual líder utilizando os serviços de espionagem do país, informou o jornal "New York Times".

Trump disse em entrevista ao jornal que outros funcionários do governo de Barack Obama também podem estar envolvidos no suposto crime, mas não expôs as razões nem provas desta acusação.

"É uma história muito grande para o nosso país e para o mundo. Uma das maiores histórias de nosso tempo", ressaltou Trump na entrevista, concedida no Salão Oval da Casa Branca.

O líder também não quis esclarecer se teve acesso pessoal a nova informação das agências de inteligência que apoiam estas acusações, nem que crime exatamente Rice teria cometido, mas disse que explicaria suas afirmações "no momento adequado".

Trump validou desta forma as acusações feitas contra Rice nesta semana, que indicam que a ex-assessora utilizou agências de inteligência, que investigaram atividades de alguns dos colaboradores do atual líder na campanha eleitoral de 2016, para tentar identificar estes aliados.

As declarações de Trump contra Rice e o governo Obama são feitas um dia após a ex-assessora se defender publicamente da informação, divulgada por vários veículos da imprensa americana.

"A alegação é que, de alguma maneira, o governo Obama usou informação de inteligência por motivos políticos. Isso é absolutamente falso", declarou Rice à emissora "MSNBC" na terça-feira.

O jornal informou nesta quarta-feira que o fato de um assessor de segurança requerer as identidades de cidadãos americanos que são mencionados em relatórios de inteligência "é legal e não é incomum".

Nesta semana, o ex-promotor Joseph diGenova afirmou ao site "The Daily Caller" que Rice ordenou às agências de inteligência americanas que elaborassem planilhas de ligações telefônicas "legais" feitas por Trump e seus colaboradores.

"As conversas escutadas não implicaram nenhuma atividade ilegal de nenhum dos colaboradores de Trump ou daqueles com quem falavam. Em resumo: a única atividade aparentemente ilegal foi desmascarar as pessoas das ligações", informou diGenova, sem fornecer provas.

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