Espanhola Navantia procura se consolidar no setor naval latino na LAAD

Rio de Janeiro, 5 abr (EFE).- A empresa espanhola Navantia, dedicada à construção naval civil e militar, espera consolidar sua posição de referência no setor com sua participação na LAAD, realizado esta semana no Rio de Janeiro, a maior feira de defesa e segurança da América Latina.

"Nosso objetivo nesta feira é, com a Marinha do Brasil, consolidar nossa posição como provedores, com os novos programas que a Marinha brasileira tem em mente, que são muitos", explicou à Agência EFE Fernando Miguélez, Diretor de Desenvolvimento de Negócios na América Latina da Navantia.

Para o resto da América Latina, a empresa espera que sua presença na feira lhe permita mostrar a todos os interessados seus produtos.

A companhia espanhola abriu sua filial no Brasil em 2015, trabalha com a Marinha do país e está atenta para participar do processo de renovação da frota nacional.

Além disso, acrescentou Miguélez, a empresa produz elementos para o Exército, como simuladores, mas seu "forte" é a defesa, a Marinha, e seus principais clientes são os países que têm mar, como Argentina, Colômbia, Peru, Equador e México.

"A Navantia oferece navios muito especiais no mercado, cuja principal característica é o alto grau de integração", acrescentou o executivo.

"Não somente fazemos o projeto de construção dos navios, o casco em si, mas fabricamos também todos os sistemas, de combate, de controle, de comunicações", explicou Miguélez, ressaltando que a Navantia oferece também "as armas e os equipamentos principais do navio", o que faz com que os produtos "sejam muito compactos, de alta qualidade e nível tecnológicos, e isto é muito apreciado pelos clientes".

Na LAAD 2017, a Navantia pretende promover os navios de sua série Avante e Alfa, conceitos modulares de projeto que incluem patrulheiros, corvetas e fragatas de entre 1.400 e 3.800 toneladas.

A empresa espanhola, que tem no Brasil seu principal mercado na América Latina, foi afetada pela grave crise econômica vivida pelo país, que obrigou o governo a fazer drásticos cortes e suspender vários programas de compras e modernização de seus produtos militares.

"A crise do Brasil afetou muito. As perspectivas do mercado de defesa brasileiro, em volume, há três anos eram mais de 50% previsto para investir em toda a América do Sul, mas por causa da crise não puderam desenvolver o volume de investimento previsto e tiveram que cortar seus programas", admitiu Miguélez.

"Apesar disso, o Brasil continua sendo o gigante da região e acreditamos em sua recuperação e que os programas, embora cortados, vão continuar tendo uma importância enorme", reconheceu.

Em sua 11ª edição, a LAAD, inaugurada no último dia 4 e que vai até esta sexta-feira no Riocentro, superou os números da última edição, de 2015, quando reuniu 170 delegados de 74 países.

Além de conhecer as armas e os equipamentos expostos e negociar contratos milionários, os representantes oficiais, principalmente ministros e chefes de Forças Armadas, participarão de seminários sobre temas de segurança e terão reuniões regionais e bilaterais.

O evento, aberto ao público, espera atrair a presença de cerca de 37 mil visitantes, segundo os cálculos dos organizadores.

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