Tillerson promete "resposta apropriada" dos EUA a ataque químico na Síria

Washington, 6 abr (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, prometeu nesta quinta-feira uma "resposta apropriada" ao ataque químico ocorrido nesta semana na Síria, pelo qual culpou o regime de Bashar al Assad.

"Estamos considerando uma resposta apropriada para este ataque químico que viola todas as resoluções prévias da ONU", afirmou Tillerson em Palm Beach, no estado da Flórida, onde deu as boas-vindas ao presidente da China, Xi Jinping, que se reunirá hoje e amanhã com o presidente americano, Donald Trump.

"É um assunto grave que requer uma resposta severa", acrescentou o secretário de Estado sobre o ataque em declarações a jornalistas.

"Não há dúvida em nossas mentes, e a informação que temos indica que o regime sírio, sob a liderança do presidente Bashar al Assad, é responsável por este ataque", ressaltou o chefe da diplomacia americana.

Tillerson assegurou que o governo dos EUA está dando "passos" para organizar uma coalizão que promova uma mudança à frente do regime sírio após o ataque ocorrido na cidade síria de Khan Sheikhoun, onde nesta terça-feira morreram mais de 70 pessoas em um suposto ataque químico.

"O papel de Assad no futuro é incerto claramente, e com as ações que empreendeu, não haverá papel para ele governar o povo sírio", indicou Tillerson.

"O processo pelo qual Assad sairia é algo que acredito que requer um esforço da comunidade internacional, primeiro com a derrota do EI (Estado Islâmico) para estabilizar o país sírio, para evitar mais guerra civil", ressaltou.

Além disso, implicaria em "trabalhar coletivamente com nossos parceiros no mundo para um processo político que conduziria à saída de Assad".

Os Estados Unidos querem votar hoje na ONU uma resolução de condenação do suposto ataque químico efetuado nesta semana na Síria, um texto que a princípio será vetado pela Rússia.

Tillerson disse no Aeroporto Internacional de Palm Beach, onde Trump e Xi terão sua primeira cúpula conjunta, que Moscou deveria reconsiderar "cuidadosamente" seu apoio contínuo ao regime sírio.

O secretário não se pronunciou sobre uma informação divulgada hoje pela emissora "CNN" segundo a qual Trump informou a alguns membros do Congresso que está avaliando uma ação militar na Síria em resposta ao ataque químico desta semana.

Nesta quarta-feira, Trump sugeriu que poderia adotar uma postura mais dura em relação ao regime de Bashar al Assad após o "inaceitável" ataque químico.

Em entrevista coletiva depois de se reunir com o rei Abdullah II da Jordânia, Trump assegurou que o ataque ocorrido nesta terça-feira teve um "grande impacto" sobre ele, mas evitou detalhar qual poderia ser sua resposta e também não mencionou a Rússia, país ao qual seu Departamento de Estado atribuiu responsabilidade moral pelo fato.

"É muito, muito possível, e lhes direi que já ocorreu, que minha atitude sobre a Síria e Assad mudou muitíssimo", disse o presidente, ao ressaltar que o regime sírio "cruzou muitas linhas".

O presidente americano comentou que viu na televisão as imagens do ataque e que "não pode haver nada pior" que matar "crianças inocentes e bebês com um gás químico tão letal".

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