Itamaraty condena escalada de conflito militar na Síria

Brasília, 7 abr (EFE).- O governo brasileiro condenou nesta sexta-feira a escalada do conflito militar na Síria e defendeu uma solução para a crise nesse país baseada no diálogo efetivo e no pleno respeito ao direito internacional, após o ataque com mísseis realizado pelos Estados Unidos contra uma base militar da nação árabe.

"O governo brasileiro manifesta preocupação com a escalada do conflito militar na Síria. Reitera sua consternação com as notícias de emprego de armas químicas no conflito sírio", afirmou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) em comunicado.

Apesar de não mencionar em sua nota o bombardeio dos Estados Unidos contra a base de Shayrat como represália ao suposto uso de armas químicas por parte do governo da Síria, o Itamaraty reiterou a necessidade de se buscar uma solução para crise nesse país com "pleno respeito ao direito internacional".

O Ministério das Relações Exteriores também exigiu uma investigação imparcial sobre o ataque químico de terça-feira, no qual morreram mais de 80 pessoas, para identificar o responsável.

O governo brasileiro, segundo a nota do Itamaraty, "reafirma a importância de que sejam conduzidas investigações abrangentes e imparciais sobre o ocorrido em Idlib, que levem à apuração dos fatos e à punição dos responsáveis".

"A solução para o conflito sírio requer diálogo efetivo e pleno respeito ao direito internacional. Nesse contexto, renovamos o apoio às tratativas conduzidas em Genebra sob a égide das Nações Unidas e com base nas resoluções do Conselho de Segurança", acrescentou o MRE na nota.

O ataque com mísseis de quinta-feira sobre a base militar síria de Shayrat, ordenado pelo presidente Donald Trump, foi a primeira intervenção militar direta dos Estados Unidos desde que começou a guerra civil na Síria.

As forças militares americanas lançaram um total de 59 mísseis Tomahawk a partir de dois de seus navios militares localizados no Mediterrâneo para dizimar a capacidade da força aérea síria na cidade de Homs, de onde a Casa Branca acredita que foi lançado o ataque químico.

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