Polícia sueca nega detenção após ataque e divulga foto de suspeito

Copenhague, 7 abr (EFE).- A polícia da Suécia negou que tenha ocorrido detenções relacionadas com o atentado terrorista desta sexta-feira na capital do país, onde um caminhão avançou contra uma multidão em uma rua de pedestres, e divulgou a imagem de um suspeito presumivelmente vinculado com o ataque.

A cúpula da polícia não quis confirmar em uma coletiva de imprensa os números de mortos e feridos, mas o serviço de inteligência tinha indicado horas antes que havia dois mortos. Alguns meios de informação suecos informaram que são três mortes e oito feridos.

A emissora pública "Radio de Suécia" informou sobre a detenção de um suspeito - citando o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven -, mas a polícia desmentiu essa informação, divulgou uma foto de um indivíduo subindo escadas mecânicas, e pediu a colaboração dos cidadãos.

"Há muitos feridos e informações sobre mortos. Não podemos confirmar a cifra nem de feridos e nem de mortos, isso será feito pelas autoridades da área de saúde", afirmou no comparecimento o chefe da Polícia Nacional, Dan Eliasson, que enviou suas condolências às vítimas e familiares.

Eliasson comunicou que foram mobilizadas forças policiais em toda Suécia para aumentar a visibilidade e a vigilância de zonas estratégicas, embora os serviços de inteligência mantenham o nível de alerta terrorista "elevado", três em uma escala de cinco.

O caminhão atropelou pouco antes das 15h local (9h, em Brasília) várias pessoas em uma rua comercial, conhecida como Åhléns.

Imagens divulgadas pela televisão pública "SVT" mostram o caminhão, do qual supostamente o motorista saiu correndo.

A empresa sueca Spendrups confirmou a meios locais que o caminhão envolvido no incidente pertence à companhia e que tinha sido roubado hoje por uma pessoa mascarada, aproveitando que o motorista estava descarregando mercadoria.

Ao tentar deter o agressor, o motorista ficou ferido.

"A Suécia foi atacada. Tudo aponta para um atentado terrorista", declarou em um breve comparecimento o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, após revelar o ataque.

Löfven estava em Skene, no sudoeste do país, e retornou de forma imediata a Estocolmo.

Agentes da Polícia e dos serviços de inteligência patrulham o centro da capital, onde foram cercadas várias zonas enquanto a investigação é realizada.

O servuço de metrô e trem foram suspensos em Estocolmo.

As autoridades recomendaram aos cidadãos que evitem o centro da capital.

Os hospitais de Estocolmo declararam estado de situação de catástrofe e a Câmara municipal da capital convocou um gabinete de crise para acompanhar a situação.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos