Wikileaks divulga 27 novos documentos do programa de "hacking" da CIA

Londres, 7 abr (EFE).- O portal de filtragens Wikileaks divulgou nesta sexta-feira uma nova entrega de 27 documentos de sua série denominada "Vault 7", que publica documentação classificada que expõe um suposto programa encoberto de "hacking" da CIA.

Segundo revelou hoje em comunicado a organização fundada pelo australiano Julian Assange, esta nova entrega se centra na plataforma da CIA "Grasshopper", destinada a "construir software malicioso ('malware')".

O Wikileaks explica que os novos documentos procedem da "plataforma 'Grasshopper' da CIA, usada para construir códigos de 'malware' personalizados para os sistemas operacionais da Microsoft Windows".

A "Grasshopper" permite à CIA determinar se o sistema operacional de um computador está protegido ou em que versão do Windows opera o dispositivo, segundo afirmou a nota, além de permitir a criação de ferramentas que a maior parte de sistemas antivírus não pode detectar.

O comunicado apontou que a plataforma "contém uma variedade de módulos que podem ser utilizados por um operador da CIA a fim de criar um implante personalizado que opera de maneira diferente".

Além disso, proporciona uma linguagem muito flexível para definir as regras que são usadas "para realizar um estudo de pré-instalação do dispositivo que se tem como alvo, assegurando que código só será instalado se esse alvo tiver a configuração adequada".

Na nota, o Wikileaks afirma também que o "Grasshopper" permite a instalação de ferramentas "empregando uma variedade de mecanismos de persistência e que estas se modifiquem utilizando uma variedade de extensões, como a codificação".

Os novos documentos publicados hoje proporcionam, segundo isto, um "entendimento sobre o processo de construir ferramentas modernas de espionagem".

O Wikileaks considera que sua série "Vault 7", que estreou em 7 de março com o capítulo "Year Zero" (Ano Zero), é "a maior filtragem de dados de inteligência da história".

O jornalista australiano Julian Assange dirige a divulgação dessas filtragens desde a embaixada do Equador, onde se refugiou em 19 de junho de 2012 para evitar sua extradição à Suécia, que pretende interrogá-lo por um crime sexual que ele nega.

Assange teme que esse país possa entregá-lo aos EUA, que o investiga pelas revelações de seu portal em 2010, quando divulgou documentos diplomáticos americanos confidenciais.

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