Irã quer criação de grupo internacional para analisar ataque químico na Síria

Teerã, 8 abr (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, pediu neste sábado a criação de um grupo internacional para esclarecer o suposto uso de armas químicas na Síria, ao qual os Estados Unidos responderam com um bombardeio contra a base aérea de Shayrat, na cidade de Homs.

Em Teerã, Rohani solicitou que este grupo de investigação seja formado por países neutros com o objetivo de saber "de onde chegaram (as armas), por meio de quem e se eram químicas ou não", informou hoje a agência oficial "Irna".

O presidente do Irã criticou a decisão de Washington para "uma questão que ainda não está clara" e acrescentou que "os americanos se acham a polícia do mundo e os líderes do universo".

"Com que permissão (os EUA) tomaram semelhante medida? Sequer pediram permissão à ONU e a seu próprio Congresso", acrescentou Rohani após qualificar o ataque à Síria de "agressivo, flagrante, cruel e contrário a todos os princípios internacionais".

Os EUA lançaram na quinta-feira 59 mísseis Tomahawk de dois contratorpedeiros posicionados no Mar Mediterrâneo contra a base aérea de Shayrat, em Homs, de onde Washington afirma que decolaram os aviões que bombardearam com armas químicas, matando ao menos 80 civis, em Khan Sheikhoun, no norte da Síria.

O Irã é, ao lado da Rússia, o principal aliado do presidente sírio Bashar al Assad e, desde o início do conflito, rejeitou a saída deste do poder, como exigem a oposição síria e países como Estados Unidos, Turquia e Arábia Saudita.

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