Principal instituição do islã sunita condena atentados no norte do Egito

Cairo, 9 abr (EFE).- A instituição egípcia Al Azhar, o centro de referência do islã sunita, condenou neste domingo "energicamente" os atentados contra duas igrejas cristãs coptas no norte do Egito, nos quais morreram pelo menos 33 pessoas.

Os atentados "terroristas" representam "um crime horrível contra todos os egípcios", afirmou a Al Azhar em um comunicado no qual insistiu que o ocorrido é um ato desumano.

A instituição muçulmana também enfatizou que essas ações têm como objetivo desestabilizar o país e minar a segurança e a unidade nacional egípcia, e pediu que toda a sociedade trabalhasse em conjunto para combater o terrorismo.

Além disso, a instituição islâmica mostrou sua solidariedade com a Igreja copta na luta contra o terrorismo, bem como sua confiança de que os responsáveis serão levados à Justiça.

Por outro lado, o máximo responsável da instituição sunita, o xeque Ahmad al Tayeb, ofereceu suas condolências aos familiares das vítimas.

Pelo menos 33 pessoas morreram neste domingo e outras 77 ficaram feridas em dois atentados contra duas igrejas cristãs coptas no norte de Egito, segundo fontes de segurança e do Ministério da Saúde do país árabe.

Em um primeiro ataque contra o templo de Mar Guergues (São Jorge, em árabe), na cidade de Tanta, que fica 120 quilômetros ao norte do Cairo, 22 fiéis morreram e 41 ficaram feridos quando participavam de uma missa por causa da comemoração do Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa.

Pouco depois, um segundo atentado contra a catedral de São Marcos, na cidade litorânea de Alexandria, causou a morte de mais 11 pessoas e ferimentos em 36, informou o Ministério da Saúde egípcio em um comunicado.

Os ataques acontecem 20 dias antes da visita do papa Francisco ao Egito, que está prevista para os dias 28 e 29 de abril, a primeira viagem do pontífice argentino ao Oriente Médio.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu através de sua agência de informação "Amaq", a autoria dos dois atentados.

Em um breve comunicado difundido por vários ativistas nas redes sociais, e cuja veracidade não pôde ser comprovada, a "Amaq" assegurou que o ataque foi lançado por um "grupo de segurança pertencente ao Estado Islâmico".

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