Polícia volta a barrar protesto de opositores no centro de Caracas

Caracas, 10 abr (EFE).- As forças de segurança da Venezuela dissolveram nesta segunda-feira, pela quinta vez nos últimos dez dias, uma passeata de opositores do governo de Nicolás Maduro que tinha centenas de participantes e pretendia seguir rumo ao centro da cidade para protestar contra o Tribunal Supremo de Justiça do país (TSJ).

Dezenas de membros da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) fecharam novamente os acessos ao município de Libertador - um dos cinco que formam Caracas e que é sede dos poderes públicos na Venezuela - governado pelo chavista Jorge Rodríguez, que afirmou que as mobilizações visam gerar violência nesta parte da capital.

"Manifestantes são reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo pelas forças de segurança", afirmou no Twitter a aliança partidária opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Os manifestantes começaram a se reunir às 10h (hora local; 11h de Brasília) na praça Brión de Chacaíto, no leste da capital venezuelana, e começaram a passeata sem que o rumo da mobilização fosse esclarecido por seus dirigentes.

Enquanto a maior parte dos participantes se mantinha afastada dos gases lacrimogêneos, outras dezenas, em sua maioria usando máscaras, entrou em confronto com as forças de segurança.

Iniciadas as ações da polícia para dispersar o protesto, o governador do estado de Miranda e ex-candidato à presidência Henrique Capriles declarou ao canal "Vivo Play" que a medida era parte do que ele chama de "autogolpe do governo".

"O que acontece aqui é repressão, mais nada (...) o governo continua o processo do autogolpe, acredita que assim, com repressão, é a forma de resolver a crise", criticou.

A oposição venezuelana se tem manifestado nas últimas duas semanas em rejeição a sentenças emitidas por sete juízes do Supremo nas quais assumia as funções do Parlamento, mas depois as suprimiram parcialmente.

O Parlamento - de maioria opositora - classificou como "golpe de Estado" a atuação do Supremo e abriu um processo de remoção dos juízes que assinaram as sentenças.

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