G7 pede solução política para Síria e rejeita impor sanções à Rússia

Lucca (Itália), 11 abr (EFE).- O G7 combinou nesta terça-feira na Itália fomentar uma solução "política e não militar" para a Síria na qual a Rússia participe ativamente junto à comunidade internacional e rejeitou uma proposta britânica de novas sanções contra Moscou.

O ministro das Relações Exteriores italiano, Angelino Alfano, que presidiu a reunião do G7, disse que "não existe uma solução puramente militar para o conflito da Síria", senão uma política "que passa por favorecer uma nova Constituição e um processo político que leve à realização de eleições que deixem nas mãos dos sírios o futuro do país".

"Precisamos dialogar com a Rússia, evitando isolá-la e também alertando (o presidente russo Vladimir) Putin para que ponha fim ao apoio" ao regime do presidente sírio, Bashar al Assad, porque "a Rússia tem toda a força para pressionar Assad para que decrete o cessar-fogo", disse Alfano.

O político italiano opinou que "a Rússia pode desempenhar um papel decisivo" no processo de transição política na Síria e esta será a mensagem que transmitirá ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, que hoje visita Moscou para se reunir com o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Quanto às sanções contra a Rússia propostas pelo ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, Alfano declarou que no momento "não há um consenso" e assegurou que estas devem ser adotadas como última opção.

Neste sentido, a Itália acredita que "é mais produtivo tentar comprometer a Rússia através do diálogo".

Estas são as principais conclusões reunidas na declaração conjunta assinada por ministros e representantes do grupo, formado pelos sete países mais industrializados do mundo (França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Japão).

O conflito na Síria foi o foco dos dois dias de reunião, devido ao ataque químico no país que causou a morte de 87 pessoas no dia 4 de abril, cuja responsabilidade o Ocidente atribui ao regime de Assad, e que foi respondido com o lançamento de mísseis por parte dos EUA contra a base síria de Shayrat.

Também foram tema das conversas a Líbia e a necessidade de garantir a estabilidade no país, a crise na Ucrânia, a não proliferação de armas e a preocupação pelo desenvolvimento do programa nuclear da Coréia do Norte.

Sobre o terrorismo jihadista, os ministros e representantes das Relações Exteriores dos países do G7 apontaram "que a resposta não pode ser somente militar, já que também são necessários o intercâmbio de informação entre estados" e a prevenção com uma certa atenção à "segurança informática" para frear "o recrutamento pela internet".

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