Trump diz estar disposto a resolver problema da Coreia do Norte sem a China

Washington, 11 abr (EFE).- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta terça-feira que a China colabore "para solucionar o problema da Coreia do Norte", mas disse que seu governo está disposto a resolver a questão sem a ajuda de Pequim.

"A Coreia do Norte está buscando problemas. Se a China decidir ajudar, isso será muito bom. Se não, solucionaremos o problema sem eles", indicou Trump em sua conta no Twitter em referência aos repetidos lançamentos de mísseis balísticos por parte de Pyongyang.

Além disso, acrescentou que durante a visita do presidente Xi Jinping, que lhe explicou que "a China conseguiria um acordo comercial com Estados Unidos muito melhor se solucionassem o problema da Coreia do Norte".

Neste fim de semana, os Estados Unidos ordenaram mobilizar o porta-aviões USS Carl Vinson e seu grupo de ataque para águas próximas à Coreia do Norte para demonstrar força perante as provocações do regime de Kim Jong-un.

Já a Coreia do Norte replicou que está preparada para responder a um "ataque preventivo" dos EUA e condenou o envio de um de seus porta-aviões à zona.

A decisão do Governo americano ocorreu depois do encontro na Flórida entre Trump e Xi, o primeiro entre ambos, no qual discutiram a necessidade de evitar novas provocações de Pyongyang, aliado de Pequim.

Nas vésperas do encontro entre Trump e Xi, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico de médio alcance que caiu no mar de Japão.

Os avanços do regime da Coreia do Norte no terreno armamentístico aceleraram desde a chegada de Kim Jong-un ao poder, há cinco anos, com novos e melhorados mísseis e sistemas de lançamento e também com bombas atômicas mais potentes, embora ainda muito abaixo das capacidades dos Estados nucleares.

Trump insistiu que está aberto a uma ação unilateral se a China não controlar seu aliado.

O americano deu um passo à frente em sua política exterior com o bombardeio na semana passada de uma base militar síria em represália ao ataque químico presumivelmente lançado pelo regime de Bashar Al-Assad na província de Idlib, algo que foi interpretado também como uma mensagem ao governo norte-coreano.

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