Presidente do Mali remodela governo para acabar com instabilidade social

Bamaco, 12 abr (EFE).- O presidente malinês, Ibrahim Boubacar Keita, anunciou uma remodelação governamental com a nomeação de um novo primeiro-ministro e 35 ministros em uma tentativa de acabar com a instabilidade social no país.

No novo governo, anunciado na noite de terça-feira em um comunicado da Presidência, há 11 novos ministros e oito que foram mudados, junto à nomeação de oito ministras.

Entre os ministérios que mudam de titular estão o de Saúde, no qual Samba Ousmane Sow substitui Marie Madeleine Togo, em um setor marcado por uma greve geral há um mês que causou paralisação na área de saúde do país.

O pessoal da área de saúde reclamava melhoria das condições profissionais e também de segurança.

Junto a este ministério, também houve mudanças no Ministério de Educação, que também sofreu com frequentes greves nos últimos três meses.

O novo gabinete inclui uma inovadora pasta de Direitos Humanos e da Reforma do Estado, encabeçada pelo advogado Kassoum Tapo.

Quanto ao Ministério da Administração territorial, foi renomeado Tieman Hubert Coulibaly, próximo ao presidente Keita, e cuja designação segundo os observadores foi interpretada como uma tentativa da coligação governamental de consolidar seu poder visando as próximas eleições presidenciais de 2018, porque trata-se de um departamento encarregado de prepará-la.

A respeito da representação feminina no novo Executivo, o presidente nomeou Oumou Touré, presidenta da Coordenação de Associações e ONG Feminina de Mali (Cafo), na liderança do Ministério de Promoção da Mulher, Infância e Família, posto ocupado por primeira vez por uma militante feminista.

Segundo os analistas, o novo governo não fez grandes mudanças porque todos os ministros são próximos ao partido de Keita ou à coligação de partidos que formam o Executivo.

Não obstante, estes analistas reprovam que estas mudanças não levaram em conta os dispositivos do Acordo de Argel de 2015 que estipulou uma representação dos grupos armados assinantes do acordo no Governo.

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