Oposição denuncia saques "ordenados" pelo governo em cidade venezuelana

Caracas, 14 abr (EFE).- Vários dirigentes da oposição venezuelana denunciaram nesta sexta-feira saques que teriam ocorrido em Los Teques, capital do central estado Miranda, e asseguraram que estes fatos foram "ordenados" pelo governo do presidente Nicolás Maduro.

"Saques em Los Teques são ordenados pela cúpula narco corrupta madurista usando paramilitares, tudo para culpar os protestos do povo (sic)", escreveu em sua conta na rede social Twitter o governador de Miranda e duas vezes candidato presidencial, Henrique Capriles.

O opositor assegurou, além disso, que estes saques, bem como as "atuações selvagens repressivas" são "ordenadas diretamente" pelo ministro de Interior e Justiça, Néstor Reverol, que já acusou publicamente Capriles de promover "atos vândalos", em alusão aos protestos antigovernamentais dos últimos dias.

"Reverol será acusado em instâncias internacionais, já é investigado pelo DEA por vínculos com o narcotráfico", acrescentou o governador.

Já a deputada opositora Delsa Solórzano se referiu, também no Twitter, à "repressão brutal" que, segundo ela, foi feita pela força pública contra manifestantes durante a tarde e noite de quinta-feira em Los Teques.

Segundo Solórzano, os corpos de segurança do Estado reprimiram os manifestantes, "mas amparam os paramilitares do regime que saqueiam os comércios" nesse local.

Nem Capriles e nem Solórzano ofereceram um balanço sobre danos ou feridos após estas irregularidades.

No entanto, o prefeito de tal jurisdição, o chavista Francisco Garcés, publicou no Twitter quatro fotografias que mostravam alguns danos causados em uma passarela e 20 encapuzados que queimaram pneus para interromper a passagem de veículos.

"Espero que os convocantes da marcha sem permissão hoje de Los Teques se pronunciem perante estes fatos e respondam por bens municipais", sustentou Garcés.

Os protestos antigovernamentais na Venezuela, que pedem eleições e a remoção de sete magistrados do Supremo que são acusados de terem dado um "golpe de Estado", completam duas semanas e deixaram pelo menos cinco mortos, quase cem detidos e dezenas de feridos.

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