Almagro condena "violação de direitos" de opositores detidos na Venezuela

Washington, 16 abr (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou neste domingo a "flagrante violação dos direitos humanos" a jovens dirigentes do partido opositor Primeiro Justiça (PJ) detidos na quinta-feira na Venezuela.

"Condeno energicamente esta flagrante violação dos direitos humanos. Os jovens devem ser libertados e os responsáveis castigados!", escreveu hoje Almagro em sua conta da rede social Twitter.

Almagro, ex-chanceler do Uruguai (2010-2015), é uma das vozes internacionais mais críticas ao governo de Nicolás Maduro e pediu aos países da OEA que deem um ultimato: se não convocar eleições gerais em um mês, será suspenso do organismo.

Junto a sua mensagem, Almagro citou outra do partido Primeiro Justiça que denuncia que "com tortura querem envolver Tomás Guanipa, Jorge Millán, José Guerra e Marialbert Bairros em fatos falsos de violência".

Ontem, o deputado opositor venezuelano Tomás Guanipa assegurou que os dois dirigentes do partido Primeiro Justiça detidos na quinta-feira foram "torturados" pelo serviço de inteligência da Venezuela para, afirmou, "incriminá-los de fatos que não aconteceram".

As autoridades venezuelanas detiveram na quinta-feira José e a Alejandro Sánchez, dois irmãos gêmeos dirigentes do PJ, partido no qualç milita o duas vezes candidato à Presidência Henrique Capriles, segundo informou na sexta-feira a organização política.

"Alejandro Sánchez foi torturado para ser obrigado a dizer mentiras a fim de incriminá-lo em fatos que não aconteceram", indicou ontem Guanipa no Twitter.

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