Grupos negam envolvimento em atentado contra comboio de evacuados na Síria

Cairo, 16 abr (EFE).- Facções opositoras sírias negaram neste domingo qualquer envolvimento no atentado de ontem contra um comboio de evacuados na zona de Al Rashidin, ao oeste da cidade de Alepo (noroeste), onde 112 pessoas morreram, segundo a recontagem de ativistas.

O Exército Livre Sírio (ELS) apontou em comunicado, com data de ontem mas publicado hoje no Twitter, que "desaprova e condena categoricamente" a explosão do sábado contra um comboio de evacuados originários dos povoados de maioria xiita de Al Fu'ah e Kafarya, na província setentrional de Idlib.

"Rejeitamos qualquer ataque contra civis, independentemente de sua afiliação ou religião", apontou o ELS, que atribuiu "ao regime e seus parcerios a responsabilidade deste crime".

Já o Movimento Islâmico dos Livres de Sham, de tendência salafista e uma das facções mais importantes da Síria, condenou "este ataque covarde, contra os princípios da religião".

A facção considerou que este atentado "serve às políticas sectárias do regime", que, afirmou, é um dos principais beneficiários do mesmo.

Os também chamados Livres de Sham anunciaram que iniciaram uma investigação para averiguar o que aconteceu exatamente e esclarecer a autoria do ataque.

"Estamos prontos para trabalhar junto a uma parte independente e internacional", acrescenta o texto.

Por enquanto, nenhuma organização reivindicou o atentado de sábado em Al Rashidin, onde os ônibus com evacuados de Al Fu'ah e Kafarya esperavam para poder chegar às áreas sob o controle das autoridades na província de Aleppo para completar seu périplo.

Nesse momento, aconteceu uma explosão de uma caminhonete próxima aos ônibus que estavam estacionados em Al Rashidin, que separa as partes em poder do Exército das em mãos de grupos rebeldes e islâmicos em Alepo.

A área onde aconteceu o atentado está sob controle opositor e nela está presente o Organismo de Liberdade do Levante - ex-filial síria de Al Qaeda -, que não se pronunciou sobre o fato.

Al Fu'ah e Kafarya estão assediados por várias facções, entre as quais o Organismo de Liberdade do Levante, enquanto que Madaya e Al Zabadani estão ao oeste de Damasco e rodeadas pelos leais ao presidente Bashar Al-Assad.

A evacuação nessas populações está sendo feita em virtude de um acordo alcançado em março entre a organização xiita libanesa Hezbollah e o Irã, aliados de Damasco, e a facção síria Exército da Conquista.

Os evacuados de Madaya e Al Zabadani estão sendo reassentados na província de Idlib, controlada em sua maioria por grupos rebeldes e islâmicos, enquanto que os civis e combatentes de Al Fu'ah e Kafarya estão sendo levados à cidade de Alepo, dominada pelo Exército sírio. EFE

ssa/ff

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