UE pede consenso à Turquia para aplicar resultado de referendo

Bruxelas, 16 abr (EFE).- A União Europeia (UE) pediu neste domingo que a Turquia reúna "o maior consenso nacional possível" para aplicar as mudanças constitucionais avalizadas no referendo de hoje, dado seu "grande alcance", ao mesmo tempo em que assegurou que avaliará o processo levando em conta suas "obrigações" como país candidato.

"As emendas constitucionais e, especialmente, sua aplicação prática, serão avaliadas à luz das obrigações da Turquia como país candidato à União Europeia e como membro do Conselho Europeu", indicaram em um comunicado o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; a chefe de diplomacia da UE, Federica Mogherini, e o comissário de Ampliação, Johannes Hahn.

"Levando em conta o resultado do referendo e as implicações de grande alcance das emendas constitucionais, também pedimos às autoridades turcas que busquem o maior consenso nacional possível em sua aplicação", acrescentaram.

Segundo disseram seus representantes, os organismos comunitários "tomaram nota" dos resultados do referendo na Turquia sobre as emendas à Constituição adotada pela Grande Assembleia Nacional turca no último dia 21 de janeiro, que propunha substituir o sistema parlamentar por um presidencialista.

"Estamos esperando a avaliação da missão internacional da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e o Escritório para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR), também no que se refere às alegações de irregularidades", disseram Juncker, Mogherini e Hahn.

Os três ainda estimularam a Turquia a "fazer frente às preocupações e recomendações expressadas pelo Conselho Europeu, incluindo no que se refere ao estado de emergência" no país por conta do fracassado golpe de Estado de julho do ano passado.

O presidente da Suprema Junta Eleitoral de Turquia, Sadi Güven, validou hoje a vitória do "sim" na consulta constitucional e confirmou que esse órgão decidiu validar os votos não selados de forma regulamentar, uma decisão tomada pouco antes do início da apuração e já contestada pela oposição.

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