Trump não definirá "linha vermelha" para intervir na Coreia do Norte

Washington, 17 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não definirá uma "linha vermelha", ou seja, um fato ou ameaça concreta que considere intolerável e que o levaria a intervir militarmente na Coreia do Norte, por considerar que isso eliminaria sua vantagem estratégica nesse conflito, informou nesta segunda-feira a Casa Branca.

"Não acredito que verão o presidente desenhando linhas vermelhas", disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em sua entrevista coletiva diária.

Spicer ressaltou que definir linhas vermelhas "não funcionou no passado", em referência às ações na Síria do ex-presidente Barack Obama, que em 2012 disse que a utilização de armas químicas seria uma "linha vermelha" que o levaria a intervir nesse país, algo que não fez em 2013, quando o uso de tais armas foi comprovado.

Trump, por outro lado, prefere "não telegrafar" suas ações com antecedência, e ser imprevisível em suas ações militares para evitar que a Coreia do Norte se prepare, segundo Spicer.

"(Uma linha vermelha) daria ao país em questão um alerta sobre o que vai acontecer", apontou o porta-voz, que reiterou, no entanto, que "todas as opções estão sobre a mesa", inclusive um ataque militar.

O próprio Trump deixou hoje uma mensagem para o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, quando foi perguntado pelo último teste com mísseis durante um ato de comemoração da Páscoa na Casa Branca.

"Deveria se comportar", disse o presidente americano, que se limitou a responder "já verão" quando perguntado sobre qual será seu passo seguinte quanto à Coreia do Norte.

Além disso, a Casa Branca se mostrou "muito estimulada" pelo papel que a China está assumindo na gestão do conflito regional, um dia após Trump destacar em sua conta no Twitter a cooperação com esse país.

"A China está agindo de forma realmente histórica para assegurar que sejam preservados nossos interesses e a segurança da península coreana", assegurou Spicer.

Horas antes, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, declarou na Coreia do Sul que acabou a chamada "paciência estratégica" com a Coreia do Norte.

Spicer detalhou que, para a atual Casa Branca, já não é "prudente" manter essa política, adotada por Obama como meio para persuadir o regime norte-coreano a retornar à mesa de negociações por seu programa nuclear.

Não obstante, a secretária de Estado adjunta para Ásia, Susan Thornton, não descartou reiniciar as conversações com a Coreia do Norte sobre seu programa nuclear, desde que o regime de Kim Jong-un abandone as provocações militares.

"Precisamos ver indicações tangíveis de que a Coreia do Norte leva a sério e quer ter conversações, e isso não passa por provocações como os testes de mísseis", indicou Thornton.

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