Suspeito de atentado no metrô São de Petersburgo se retrata de confissão

Moscou, 18 abr (EFE).- Um dos supostos organizadores do atentado do último dia 3 de abril no metrô de São Petersburgo, no qual morreram 14 pessoas, se retratou nesta terça-feira perante o juiz de sua confissão de culpa.

"Não estou contra minha detenção, mas eu nunca disse que participei na explosão. Participei, mas não diretamente", disse Abror Azimov, detido na segunda-feira na região de Moscou como suspeito de organizar o atentado suicida, segundo a imprensa local.

Durante a audiência no tribunal Basmanni de Moscou, Azimov acrescentou: "Recebi ordens. Não estava consciente de que era cúmplice de uma ação terrorista".

O suspeito, cidadão russo, embora oriundo da Ásia Central, não revelou a identidade da pessoa que lhe deu a suposta ordem.

Antes da audiência, seu advogado, Armen Zadoyán, disse à imprensa que seu cliente, que é acusado de terrorismo e porte ilegal de armas, reconhecia sua culpa "em sua totalidade".

Na mesma linha, o representante da Procuradoria russa assegurou que Azimov confessou durante o interrogatório ter participado nos preparativos da explosão no metrô de São Petersburgo.

O juiz ordenou que o suposto organizador do atentado permaneça detido até 3 de junho expondo que, além das declarações de uma testemunha contra ele, sua culpa foi confirmada pelos resultados dos registros realizados.

O magistrado lembrou que o terrorista suicida, Akbarzhon Dzhalilov, contatou via celular "os possíveis organizadores e participantes no crime, inclusive Azimov".

Segundo o Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB), Azimov teria treinado Dzhalilov, nascido no Quirguistão, que obteve cidadania russa em 2011.

Azimov, que portava uma pistola carregada e um celular quando foi detido pelas forças de segurança, foi levado ontem à sede do Comitê de Instrução da Rússia para ser interrogado.

As autoridades detiveram nas últimas duas semanas vários cidadãos procedentes de países da Ásia Central, a maioria em São Petersburgo, como suspeitos de colaborar com o Estado Islâmico (EI) e outras organizações terroristas.

Segundo a imprensa local, vários pessoas próximas a Dzhalilov combateram na Síria no grupo jihadista, mas as autoridades russas ainda não confirmaram se o EI está por trás do atentado suicida.

Dzhalilov, de 22 anos, nasceu no Quirguistão, mas em 2011 recebeu a cidadania russa e desde então morava em São Petersburgo.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu que a situação na luta contra o terrorismo no país não melhorou, expondo que a melhor constatação disso é o atentado contra o metrô de sua cidade natal.

A Rússia não sofria um atentado dessa magnitude em seu território desde dezembro de 2013, quando dois suicidas mataram 34 pessoas em uma estação de trem e em um ônibus em Volgogrado, antiga Stalingrado.

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