Almagro condena "violenta repressão e morte" de venezuelanos em protestos

Washington, 19 abr (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou nesta quarta-feira a "violenta repressão e morte de venezuelanos" nas manifestações opositoras realizadas no país.

"Condenamos a violenta repressão e morte de venezuelanos hoje. Basta de atropelos aos direitos das pessoas", escreveu Almagro em sua conta no Twitter, sem dar mais detalhes a respeito.

Um jovem de 17 anos foi atingido hoje por um tiro na cabeça quando encontrava-se no local de uma das concentrações opositoras no centro de Caracas e morreu na clínica para a qual tinha sido levado, segundo confirmou o Ministério Público (MP) da Venezuela.

Além disso, uma mulher de 23 anos morreu no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, perto de uma manifestação contra o governo que se tornou violenta, informaram à Agência Efe testemunhas, embora as circunstâncias da morte não tenham sido esclarecidas pelas autoridades.

O MP venezuelano contabilizou, além disso, dois feridos durante os protestos antigovernamentais em Caracas, uma mulher atingida por um "objeto contundente na cabeça" e um homem que recebeu disparos de balas de borracha.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que hoje foram detidos mais de 30 "violentos terroristas", em detenções que relacionou com planos de seus opositores para "roubar o poder".

Seu vice-ministro para América do Norte, Samuel Moncada, culpou hoje os Estados Unidos, Almagro, e um amplo grupo de países da OEA de "estimular a violência" no país.

"Este lugar (a OEA) está sendo usado como sala de comando para estimular a violência na Venezuela, e o secretário-geral e os países são parte desse complô", afirmou Moncada, também embaixador de seu país na OEA.

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