Brasil espera que visita de Rajoy traga "nova onda" de investimentos

Brasília, 19 abr (EFE).- O Brasil espera que a visita ao país do presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, ajude a propiciar uma "nova onda" de investimentos de empresas espanholas na economia nacional, segundo disseram nesta quarta-feira fontes oficiais.

Rajoy chega na próxima segunda-feira a Brasília, onde será recebido pelo presidente Michel Temer para uma reunião, na qual serão discutidos assuntos de investimentos mútuos e comércio, entre outros.

"É uma visita com importância simbólica", que "servirá para fortalecer o período de reconstrução das relações entre dois parceiros estratégicos", disse em entrevista coletiva o subsecretário-geral de Assuntos Políticos Multilaterais, Europa e América do Norte, Fernando Simas Magalhães.

Segundo o diplomata, a visita de Rajoy terá um forte conteúdo econômico, que será expresso desde o primeiro momento, já que os dois chefes de governo se reunirão com 12 grandes empresários espanhóis que operam no Brasil.

A Espanha é há anos o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil, superada somente pelos Estados Unidos, e a visita de Rajoy acontece num momento em que o governo de Temer prepara um novo plano de concessões para o setor privado em diversas áreas.

O cunho econômico desta visita será reforçado na terça-feira em São Paulo, onde Rajoy participará de outros dois eventos com empresários de ambos os países.

Segundo Magalhães, a experiência das companhias espanholas na área de infraestrutura pode ajudar essa possível "nova onda" de investimentos, que estaria aberta também às empresas de médio porte, das quais 150 de diferentes setores participarão nos eventos de São Paulo.

De acordo com o diplomata, a agenda política de Rajoy e Temer para a próxima segunda-feira também terá um espaço de "particular relevância" para a discussão de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

"Essas negociações receberam um importante impulso político por parte da Espanha" e são de "singular relevância" tanto para a UE quanto para o Mercosul, que o Brasil forma junto com Argentina, Paraguai e Uruguai, e do qual a Venezuela está suspensa.

Magalhães também ressaltou a "preocupação" que Espanha e Brasil têm a respeito da crise na Venezuela, a qual disse que "certamente será discutida" por Rajoy e Temer.

Nesse sentido, indicou que tanto Brasil quanto Espanha concordam em apoiar todas as iniciativas que procuram "uma saída pela via institucional" para essa crise.

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