Cristina Kirchner é chamada a depor em caso de presidente do Banco Central

Buenos Aires, 19 abr (EFE).- Um promotor convocou nesta quarta-feira a ex-presidente argentina Cristina Fernández para prestar depoimento como testemunha, em 3 de maio, no marco de uma denúncia que investiga o atual presidente do Banco Central da República Argentina, Federico Sturzenegger, pelo pagamento de contratos futuros de dólar.

Conforme informaram à Agência Efe fontes judiciais, o promotor Jorge Di Lello convocou à ex-governante após ter colhido ontem o depoimento do ex-ministro da Economia kirchnerista Axel Kicillof.

Inicialmente, Cristina também iria depor hoje, mas pediu para suspender o encontro. Esta causa, que está a cargo do magistrado Sergio Torres, foi iniciada por conta de uma denúncia apresentada por legisladores kirchneristas. A demanda tem como principal foco Sturzenegger e o juiz Claudio Bonadio, que garantiu o pagamento das operações do dólar futuro após consulta ao Banco Central, apesar de estar sendo investigado noutra causa por supostas irregularidades.

Os contratos tinham sido fechados durante o período final do mandato de Cristina e fizeram com que Bonadio ditasse, em 2016, tanto o processamento da ex-presidente quanto o de Kicillof e outros importantes funcionários kirchneristas, por suposto prejuízos financeiros ao Estado.

Concretamente, essa primeira causa - recentemente levada a julgamento oral - se refere ao fato de o Banco Central ter acertado vender a moeda americana a 10,65 pesos a unidade, preço abaixo do estabelecido na Bolsa de Nova York para este tipo de operação, que, naquele momento, rondava os 14 pesos. Para o juiz Bonadio, esta política provocou perdas à entidade bancária entre setembro de 2015 e junho de 2016 de 54,9 bilhões de pesos (US$ 3,4 bilhões à mudança atual).

Em meio a esse processo de investigação, legisladores kirchneristas denunciaram o juiz e o atual responsável do Banco Central, nomeado no final de 2015.

Os denunciantes argumentaram que, se existiam suspeitas de irregularidade, a ação poderia ter sido paralisada judicialmente, em vez de efetivá-las e aprofundar assim o suposto dano ao Estado pelo qual irão a julgamento Cristina e os principais membros de sua última equipe econômica.

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