Sócios do Mossack Fonseca deixam a prisão após pagar fiança no Panamá

Cidade do Panamá, 24 abr (EFE).- Os advogados Jürgen Mossack e Ramón Fonseca Mora deixaram a prisão nesta segunda-feira após pagarem fiança, depois de terem sido detidos preventivamente no último mês de fevereiro por seu envolvimento em casos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato no Brasil, informou um porta-voz à Agência Efe.

Em sua conta no Twitter, Ramón Fonseca publicou uma mensagem agradecendo a Deus "por ter livrado Jürgen e eu de uma prisão injusta e cruel. Falta Edison", em referência ao terceiro advogado, Edison Teano, que ainda está na prisão por uma apelação anterior contra sua liberdade.

"Agora que o Tribunal Superior confirma com sua decisão que não está de acordo com os critérios emitidos para manter-nos detidos, vou continuar dedicando todas minhas energias para restaurar nosso bom nome injuriado durante mais de um ano por pseudojornalistas cuja única investigação foi roubar nossa base de dados", acrescentou Fonseca.

O advogado se referia ao escândalo conhecido como Panama Papers, após a publicação de milhões de documentos do escritório Mossack Fonseca a respeito da venda e uso de sociedades anônimas para supostamente ocultar fortunas duvidosas, uma vez que sustenta que essa informação foi subtraída ilegalmente de sua base de dados.

O Segundo Tribunal Superior da capital do Panamá, que decidiu a favor dos sócios principais do escritório de advocacia Mossack Fonseca, emitiu na sexta-feira uma proibição de saída do país para ambos e pediu uma fiança de US$ 500.000 a cada um.

Mossack e Fonseca foram citados nas delações da Lava Jato pela advogada María Mercedes Riaño, que alega ter sido funcionária da firma no Brasil e ter recebido ordens de destruir documentos sobre o uso fraudulento de empresas investigadas pela operação.

A defesa de Mossack e Fonseca afirmou publicamente que no expediente da procuradoria não há provas que vinculem seus clientes com a investigação no Brasil, que inclui Riaño.

Embora a advogada panamenha garanta ter recebido ordens diretas de Mossack e Fonseca para seus trabalhos, estes sustentam que só tinham com ela um acordo comercial para que representasse a marca no país e que não existe vinculação legal com os serviços que ela oferecia, principalmente os relacionados a sociedades offshore.

Riaño e Teano, funcionário do escritório, também estão detidos no Panamá desde 9 de fevereiro acusados pelo Ministério Público, junto com Fonseca e Mossack, de lavagem de capitais.

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